Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira foi o maior ídolo do Corinthians. Na década de 80 dividiu protagonismo com Zico (Flamengo), eles que se juntaram no Mundial 82, em Espanha, para liderar aquela que é considerada uma das melhores selecções de sempre.

Formado no Botafogo de Ribeirão Preto, Sócrates cedo despertou a cobiça do Corinthians, que começou por recusar por não lhe dar a possibilidade de frequentar as aulas e terminar o curso de medicina. Depois de concluído o curso, e com o canudo de doutor na mão, Sócrates assinou finalmente pelo Timão: durante cinco anos foi o líder da equipa.

No relvado ficou conhecido pelo estilo elegante, pela inteligência e pelos toques de calcanhar. Fora do relvado, sempre foi um homem inteligente, que pensou pela sua cabeça. Criou aliás a Democracia Corinthiana, um sistema em que se decidia tudo dentro do clube pelo voto numa altura em que o Brasil vivia uma ditadura.

Chegou a jogar no futebol europeu, na Fiorentina, onde não foi feliz. Regressou ao Brasil e terminou a carreira no Botafogo de Ribeirão Preto. Ficou para sempre como o maior ídolo do Corinthians, ele que acabou derrotado pelo álcool: nunca escondeu que era um alcoólico, aliás.