O Trofense, apesar de mais aflito na classificação e de jogar fora, começou por mostrar mais argumentos, graças à superioridade no meio-campo, bem ligado ao ataque por Rui Borges, que sabia como municiar a dupla Chad/Moustapha. Este último, em estreia absoluta, mostrou bons pormenores e grande vontade de mostrar serviço.

A equipa da Trofa deu um ar de graça especialmente em dois lances, por Rui Borges, num remate cruzado que tirou tinta ao poste direito de Peskovic e noutro, já típico, num livre de Hugo Leal para o cabeceamento de Valdomiro. A Académica parecia não encontrar antídoto para o atrevimento forasteiro, sempre muito lenta a sair para o ataque e sem capacidade para descongestionar as linhas de passe.

Uma tímida reacção, numa jogada de Sougou que acabou por tomar a pior opção ao tentar assistir quando tinha tudo para atirar a contar, foi o melhor que se viu da Briosa na primeira parte. Tudo o mais foram livres, para um lado e para o outro, mas sobretudo para os nortenhos, que tiveram em Hugo Leal o marcador de serviço sem que daí adviesse grande perigo.

Sougou acorda equipa à bomba

O intervalo fez bem à Briosa. Em três minutos, mal se voltou a ouvir o apito do árbitro, Lito, Cris e Saleiro desperdiçaram as melhores oportunidades para atirar a contar, perante um Trofense atordoado com a reentrada a todo o gás dos donos da casa. Mas foi quando os estudantes pareciam ter adormecido de novo que Sougou resolveu dar um pontapé no marasmo e dar, por fim, expressão ao melhor futebol da sua equipa.

A vencer, os estudantes ainda estiveram perto de arrumar o jogo, mas Saleiro continuava perdulário e, com isso, deixou o adversário reforçar o poder de fogo, ficando à mercê do último assalto trofense. Pinheiro atirou ao poste, Chad, isolado, fez um chapéu demasiado alto a Peskovic, e os corações tremeram nas bancadas. No final de quatro minutos de desconto ouviu-se um enorme suspiro de alívio: missão cumprida.