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Taça: Oliveirense-Académica, 2-2 (destaques)

Marinho: fado de Coimbra nos pés de um lisboeta

Por João Tiago Figueiredo2012-02-07 22:24h
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A figura: Marinho

Fado de Coimbra tocado por um lisboeta. Herói da passagem da Académica à final da Taça de Portugal, 42 anos depois, Marinho fez os dois golos do empate que serviu perfeitamente para carimbar o apuramento. Preponderante no jogo, decisivo na eliminatória. O primeiro golo tranquilizou a Académica, por minutos, num lance em que aproveitou a confusão na área da Oliveirense. Marcar fora, quando não se tinha sofrido em casa, era meio caminho andado para seguir em frente. Marinho conseguiu-o e sai do jogo em ombros, até porque muito do que a Briosa fez em campo passou pelos pés do rapidíssimo extremo direito e porque confirmou a passagem com o segundo tento, já na segunda parte.

A desilusão: Rui Lima

Pedia-se mais a um dos elementos mais experientes em campo. Apagado em vários minutos, esteve longe das decisões. Não foi uma exibição horrível, claro está, mas para se tocar o céu é preciso saltar muito mais. Acabou expulso, já no final.

O momento: Uma lição de contra-ataque

Minuto 56. Adrien recebe a meio campo de costas. Domina e passa de imediato, para um flanco esquerdo à mercê de Diogo Valente que olha para a área enquanto corre e cruza com precisão. Marinho, vindo de trás, encosta para o golo que confirma o apuramento e deita por terra as esperanças da Oliveirense. É assim que se faz um contra-ataque.

Outros destaques

Bruno
Adiou até onde pôde o confirmar do apuramento da Académica. Negou o golo a Cedric, num voo impressionante, no primeiro tempo. Evitou que Fábio Luís marcasse de cabeça, no reatamento. Apenas chegou atrasado ao cruzamento venenoso de Diogo Valente que permitiu a festa de Marinho. Não foi por ele.

Clemente
Avançado português, açoriano e sem qualquer jogo efectuado na Liga. O retracto que assentava no histórico Pauleta é o mesmo deste perigo à solta, contratado ao Chaves na época passada. Esteve com os flavienses no Jamor, em 2010, onde até marcou e, também por isso, foi dos primeiros a mostar vontade de repetir a façanha e tentar um final diferente. Colado à esquerda, de onde partia para o centro, foi criando problemas até marcar, num lance oportuno após lançamento lateral. Foi no seu pé direito que se começou a desenhar a história do jogo.

Diogo Valente

Pela esquerda foi tudo dele. Fez o cruzamento que valeu o 2-2,mas já tinha ficado perto em outros lances, como num remate ao primeiro poste que Bruno defendeu em esforço. Tem muito do mérito deste apuramento. Vai somando pontos em Coimbra e mostrando-se capaz para outros voos, agora já com mais experiência do que na passagem falhada pelo F.C. Porto. Não há muitos esquerdinos a cruzar como ele...

Adrien
Menos incisivo, igualmente cerebral. Dinâmico no miolo, lutou até à exaustão e saiu em ombros. Merecido, claro. Poderá reencontrar o seu Sporting na final.

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