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Mercado em crise? Inglaterra domina, Espanha aperta o cinto

Gastou-se 72 milhões em Inglaterra, menos 269 do que na época passada. Em Espanha pouco mais de dez e em Portugal apenas três.

Por Redacção , JTF/MA2012-02-01 14:56h
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A principal conclusão a retirar do mercado de Inverno que encerrou nesta terça-feira é que a época de crise não é exclusiva a Portugal. Todos os clubes estão menos gastadores e, exceptuando um ou outro caso isolado, a regra foi apenas uma: apertar o cinto. E mesmo entre os mais gastadores, já nada é como dantes.

Veja-se o caso de Inglaterra, o campeonato que mais gastou em contratações na janela de Inverno. Ao todo foram 72 milhões de euros. Muito? Talvez. Mas pouco quando comparado aos astronómicos 269 milhões gastos na mesma janela na época passada. Desde 2007 que os clubes ingleses não gastavam tão pouco no mercado de Inverno. De então para cá, a quantia geral nunca tinha ficado abaixo dos 150 milhões.

Todas as transferências na EUROPA

O Queens Park Rangers foi um dos principais «animadores de serviço». Bobby Zamora foi o reforço mais caro (cerca de seis milhões),mas também chegaram Cissé, Taiwo ou Macheda, num total de 12 reforços. Chelsea e Newcastle tentaram seguir-lhe as pisadas.

Em Itália gastou-se cerca de 55 milhões de euros. O número é gordo, mas a verdade é que os clubes italianos acabaram por, no geral, sair a lucrar. Entre compras e vendas, houve um saldo positivo de quase 5 milhões de euros.

O Génova foi a equipa que mais gastou, com 16 milhões de euros. Cerca de metade foi para comprar Gilardino à Fiorentina, a contratação mais cara em Itália. Bovo (ex-Palermo) e Immobile (ex-Juventus) também custaram aos cofres genoveses, que ainda levaram o portista Belluschi, por empréstimo. Guarín seguiu para um Inter pouco gastador, que até acabou com lucro, devido à venda de Thiago Motta ao PSG, de França.

Analise-se portanto o mercado francês, onde se gastou sensivelmente 50 milhões. O Paris-Saint Germain inscreveu Motta, Maxwell e Alex, entre outros. Gastou 21 milhões. Mas o Lille também abriu os cordões à bolsa para trazer Nolan Roux do Brest, naquela que foi a mais cara mudança interna (cerca de 8 milhões de euros).

Em Portugal...só Janko

O mercado alemão teve um surpreendente Wolfsburgo a dominar as operações. A maior fatia dos 53 milhões despendidos pertence à equipa que levou o português Vieirinha e os «portugueses» Felipe Lopes (ex-Nacional) e Sissokho (ex-Académica). O reforço mais caro foi Ricardo Rodríguez, do Zurique, que custou 8,5 milhões.

O Bayer Leverkusen conseguiu Bernd Leno (Estugarda) por 7,5 milhões e o Estugarda pagou 4,5 milhões pelo bósnio Ibisevic, do Hoffenheim.

Todas as transferências em PORTUGAL

Em Espanha, tudo muito mais modesto. Os clubes espanhóis não entraram em loucuras. A título de exemplo: Real Madrid, Barcelona, Valência ou Atlético de Madrid não efectuaram uma única contratação.

Ao todo gastou-se «apenas» 10,3 milhões, sendo que quase metade foi despendido pelo Sevilha, que contratou jogadores como Reyes ou Baba.

E, por fim, Portugal, onde as contas são as mais simples dos principais campeonatos europeus. Por cá gastou-se três milhões de euros. Foi o preço que o F.C. Porto pagou ao Twente para ter Marc Janko. Nenhuma outra contratação foi declarada.

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