O protocolo, assinado «nos próximos dias», vai permitir ao Estado argentino intervir na segurança dos estádios nacionais e participar na escala de admissão aos mesmos. Assim deu a entender Aníbal Fernández, ministro da Justiça e Segurança argentino. O Estado vai fazer parte [da segurança] e dizer «quem não entra»: «Estamos a assumir a responsabilidade de dizer que os clubes de futebol vão desprender-se de uma parte da decisão de proibir a entrada de adeptos violentos.»

No último fim-de-semana ocorreu mais um incidente num estádio de futebol. Após a partida na Bombonera, que terminou 0-3, as claques do Boca e do Argentinos Juniors armaram um tiroteio, provocando um ferido grave. Na Argentina, o líder das claques organizadas do Boca Juniors, Rafael Di Zeo, é constantemente julgado e cumpre pena por actos violentos. Mais uma vez, se pagar fiança, é posto em liberdade esta semana.

A violência nos estádios argentinos é um dos maiores problemas do país. Os adeptos são «diferentes», dizem os jogadores que actuam naquele campeonato. Nos últimos setenta anos mais de 220 pessoas perderam a vida devido a desacatos nos estádios.