Foi exactamente o que se passou com Mateus. Depois de ter sido proibido de utilizar o jogador, o Gil Vicente recorreu para tribunais de Braga e Porto, tendo conseguido no segundo uma autorização para utilizar o avançado contratado ao Lixa, autorização essa que foi revogada após recurso da federação e da Liga. Embora o Gil Vicente defenda que os processos foram entregues pelo jogador Mateus e não pelo clube, o Belenenses diz que não é bem assim. «Houve duas providências cautelares», referiu o advogado.
Gil Vicente entregou providência cautelar em Braga
«Houve uma no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga intentado pelo Gil Vicente e houve uma no mesmo tribunal do Porto intentada pelo jogador. Mas houve uma primeira que foi entregue pelo clube e partir daí está tudo dito. Existem provas disso. Existe um ofício circular número 3665, de 3 de Fevereiro, que diz claramente que a providência cautelar foi intentada pelo Gil Vicente». O Maisfutebol teve acesso ao ofício circular e pôde comprovar que a acção foi interposta realmente pelo Gil Vicente. Colocado perante esta questão, o advogado do Gil Vicente, Pedro Macierinha, começou por colocar dúvidas sobre a legitimidade do Belenenses para apresentar um processo. «Não sei como se podem queixar, se não jogaram contra nós. E também estranhamos que o façam apenas no final do campeonato. Mas isso terá ser analisado na altura».
Gil Vicente argumenta que motivo da queixa não era desportivo mas laboral
Sobre a participação disciplinar do Belenenses, o departamento jurídico de Barcelos argumenta que a acção colocada no Tribunal Administrativo de Braga não influenciou em nada o campeonato uma vez que foi considerada improcedente pelo juiz. Para além disso, a principal argumentação do Gil Vicente passa pelo facto de considerar que esta não é uma questão desportiva, mas laboral, pelo que passível de recurso para os tribunais civis. «A acção entregue nos tribunais prendia-se com a inscrição de um jogador e com a nulidade de um contrato que tinha sido celebrado entre um trabalhador, o Mateus, e uma entidade patronal, o F.C. Lixa. Não tem nada a ver com questões desportivas, com as leis do jogo ou com as leis da federação. Por isso é que correu num tribunal administrativo e não num tribunal comum.
Liga vai decidir
Cabe agora à Liga de Clubes decidir quem tem razão.Comentar este artigo
