Mário Coluna (biografia)

O homem das cinco finais europeias

Por Redação       6 de Setembro de 2013 às 03:00
Mário Coluna (biografia)
Nome: Mário Esteves Coluna

Data de nascimento: 06-08-1935

Posição: Médio

Internacionalizações e golos na Selecção: 57 internacionalizações, entre 4 de Maio de 1955 e 11 de Dezembro de 1968. Marcou 8 golos com a camisola das quinas.

Período de atividade: 1959-1971

Clubes representados: João Albasini (Moçambique), Desportivo de Lourenço Marques (Moçambique), Benfica e Olympique Lyonnais (França), como jogador. Benfica (camadas jovens), Estrela de Portalegre e Benfica de Huambo (Angola), como treinador.

Principais títulos conquistados: Bicampeão europeu de clubes em 1961 e 1962, e integrou a Selecção Nacional que alcançou o terceiro lugar no campeonato do mundo de 1966, em Inglaterra. Dez títulos de campeão nacional ao serviço do Benfica (1954/55, 1956/57, 1959/60, 1960/61, 1962/63, 1963/64, 1964/65, 1966/67, 1967/68 e 1968/69) e seis taças de Portugal (1954/55, 1956/57, 1958/59, 1961/62, 1963/64 e 1968/69).

Era, até ao aparecimento da geração-Queirós, reconhecido como o melhor médio português de todos os tempos. Nasceu em Magude, a cem quilómetros de Lourenço Marques (hoje Maputo), no dia 6 de Agosto de 1935, e fez parte da geração de Eusébio. De certa forma, pode-se dizer que viveu um pouco na sombra do «rei», apesar de hoje todos lhe reconhecerem enorme importância na década de maior sucesso do futebol nacional.

O seu primeiro clube foi, aos 16 anos, o João Albasini, de Lourenço Marques. Por aí passaram alguns dos mais talentosos jogadores moçambicanos, como Matateu. O seu talento, esse, não estava apenas confinado ao futebol. Inscreveu-se numa prova de salto em altura apenas pelo prazer de competir e colocou o recorde de Moçambique em 1,85 metros.

O Desportivo de Lourenço Marques foi o seu passo seguinte. Aos 17 anos já integrava a primeira equipa da filial do Benfica em Moçambique. Era, na altura, um avançado-centro temível e foi com essas credenciais que entrou pela porta principal do clube das águias, depois de vencida a corrida da sua contratação ao rival Sporting. Estava-se em 1954. Contudo, ao contrário do que sucedeu a José Águas e Eusébio, não se conseguiu impor.

Foi Otto Glória quem percebeu que não seria como avançado-centro que Mário Coluna se tornaria conhecido a nível mundial. Recuou o moçambicano para o meio-campo e confiou-lhe a missão de comandar a equipa «encarnada».

Depois de quinze épocas ao mais alto nível, com uma influência sobre o colectivo - dentro e fora dos relvados - a todos os títulos impressionante, em Julho de 1970 foi dispensado pelo Benfica, quando tinha recuado ainda mais no relvado, mais propriamente para a defesa. Para trás tinham ficado cinco finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus e um terceiro lugar no Campeonato do Mundo de 1966, realizado em Inglaterra.

A sua carreira de treinador começou precisamente na Luz, nos juniores, depois de ter dito que não a convites do Belenenses e F.C. Porto para continuar como futebolista. Surgiu então uma proposta do Lyon e decidiu emigrar e voltar aos relvados por uma temporada (1970/71).

Regressou a Portugal para trabalhar, em conjunto com Janos Biri, nas escolas de jogadores. O Estrela de Portalegre convidou-o a assinar como técnico principal, mas Mário Coluna não gostou da experiência e regressou à formação de jovens talentos.

Na altura do 25 de Abril de 1974, encontrava-se a treinar o Benfica de Huambo, em Angola. No entanto, não conseguiu resistir ao apelo das raízes e voltou a casa. Samora Machel, como reconhecimento pela promoção que deu a Moçambique, fez dele deputado. Foi depois eleito presidente da Federação Moçambicana de Futebol.

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