Confira as notas dadas aos jogadores
A primeira parte, de resto, foi o período mais difícil. O Everton entrou em campo com vontade de capitalizar o factor casa, forte na pressão sobre os encarnados, jogando um futebol atlético, muito rápido e de cruzamentos para a área. Rodwell e Yakubu por duas vezes, Fallaini e Cahill ameaçaram a baliza de Júlio César.
Os remates do Everton, porém, raramente criaram verdadeiro perigo. A formação inglesa dominava, sim, até rematava mais, mas não encostava o Benfica às cordas. O Benfica, aliás, que entregou o domínio ao adversário mas não se encolheu. Saviola e Di Maria obrigaram Tim Howard a duas boas defesas.
Ora talvez como premonição da excelente segunda parte encarnada, o primeiro tempo terminou com uma óptima ocasião de golo: Cardozo cabeceou ao poste, após cruzamento de Fábio Coentrão, naquela que foi melhor oportunidade. O Benfica saía por cima para os balneários e voltava ainda mais alto.
Di Maria dá o tom, Aimar entra para o acompanhar
A segunda parte, aliás, foi toda encarnada. Começou por sê-lo muito carregada nas costas de Di Maria. O esquerdino soltou-se e soltou a equipa. Rematou duas vezes com perigo (uma das quais isolado após excelente passe de Cardozo) e impôs distâncias no jogo. A partir daí, dessas distâncias, o Benfica tornou-se melhor.
Fez o primeiro golo aos 62 minutos, numa jogada começada pelo próprio Di Maria e finalizada por Saviola, e garantiu a vitória aos 75 minutos, quando Cardozo atirou para o triunfo. Um golo irregular, é verdade, que surgiu em fora-de-jogo mas que não invalida a certeza de justiça no efeito que teve no resultado.
A jogada tinha iniciada por Aimar, um jogador que desta vez entrou apenas na segunda parte. O que vem mesmo a propósito para sublinhar a importância que teve na mudança do futebol encarando, ele que trouxe serenidade com a bola nos pés e capacidade de circulação. É nesta altura fundamental.
Até ao fim, o resultado esteve mais perto de se dilatar do que encolher. O Benfica redimiu-se assim da melhor forma da derrota em Braga e deu um passo de gigante na Liga Europa. Um ponto em dois jogos é tudo o que precisa. A única má notícia acabou por ser a lesão de Ramires: saiu na primeira parte e com má cara.Comentar este artigo

