Varela entregou as chaves do castelo da Feira. Sem nota artística ou travo de inspiração, o Benfica sobreviveu a um dos
testes mais difíceis da temporada. Jogo com dois sentidos, dificuldades extremas para o líder que sai daqui lembrando a importância
destes triunfos suados numa candidatura ao título (1-2).
O Marcolino de Castro rebentou literalmente pelas costuras.
Após o tento decisivo de Cardozo, algumas dezenas de adeptos encarnados caíram uns metros, até ao relvado, por deficiência
da estrutura. Uma mancha num jogo interessante e extremamente disputado. O Feirense faz-se grande e procura resultados a condizer.
Esteve perto.
Jorge Jesus tirou as medidas ao «campo pequenino» e mexeu nas peças do seu xadrez. Trocou as asas
da águia, deixando Gaitán e Nolito no banco de suplentes.
O Feirense respondeu com um 4x4x2 arrumadinho, coeso a
defender e ambicioso quando baste nas movimentações ofensivas. Para além disso, apresentava duas armas fortes nos lances de
bola parada: Pedro Queirós para lançamentos laterais que pareciam cantos e Luciano nas alturas ganhar tudo.
Varela
viu a dobrar
Curiosamente, seria o outro central a marcar nas duas balizas, já na etapa complementar.
A
primeira parte ficou marcada por um equilíbrio absoluto, oportunidades repartidas e incapacidade do Benfica para superar um
inspirado Paulo Lopes.
O guarda-redes local, outrora atleta dos encarnados, negou por duas vezes o golo a Rodrigo,
o mais ameaçador entre os homens de Jorge Jesus. Parecia pouco para o líder do campeonato, frente a um adversário organizado
e atrevido no contra-ataque.
A arbitragem também merece um parágrafo, infelizmente. Após uma iniciativa de Rodrigo
(sempre ele), Mika tentou cortar de cabeça mas acabou por tocar a bola com o braço. Do outro lado, Buval foi tocado por Maxi
quando tentava cabecear na área. Rui Costa nada marcou.
À segunda foi de vez
O segundo tempo começou
com novo foco de polémica. Diogo Cunha lançou Ludovic, este dominou e atirou a contar. O lance terá sido invalidado por fora-de-jogo
do extremo, que não parece existir. De qualquer forma, logo depois, o Feirense adiantou-se mesmo no marcador.
Varela,
mais alto que as torres encarnadas, apareceu ao primeiro poste para desviar a bola do alcance de Artur Moraes. O Benfica via-se
numa situação inusitada e complexa. Ainda assim, sem muito fazer por isso, repôs a igualdade num ápice.
Herói e vilão,
seria o mesmo Varela a fazer o empate, de novo de cabeça. Lançamento de Maxi, Cardozo nas alturas e o central do Feirense
a reagir por instinto, traindo Paulo Lopes. Em três minutos, o infeliz Varela foi do céu ao inferno. Com mais de meia-hora
pela frente, tudo na estaca zero.
Rectângulo sem instruções
Jorge Jesus apelava à capacidade de improviso
dos seus talentos mas via um Benfica arramado, previsível, sem espaços nas laterais e estranhamente intranquilo ao centro.
Aliás, a intranquilidade propagou-se. Artur Moraes viu um amarelo por tocar e empurrar Buval com o jogo interrompido.
Benfica
contra o tempo, procurando alternativas no manual de instruções. Cinco mil pessoas comprimidas no Marcolino de Castro e entusiasmos
com o espectáculo. No telhado de um prédio ao lado, 30 Diabos Vermelhos em protesto, vendo o jogo gratuitamente. Suprema ironia.
Varela
escreveu toda a história deste jogo. Num espectáculo à parte, marcou um, marcou dois e deu o terceiro a marcar. Falta desnecessária
sobre Rodrigo, que estava de costas para a baliza. Penalty que Cardozo transformou no 1-2, levando à euforia dos adeptos encarnados
e à queda de parte da estrutura de uma das bancadas. Uma nota triste para um pequeno que quis apresentar uma casa à altura.
Vitória
do Benfica sem qualquer nota artística. Total aproveitamento de um incontrolável Varela. Três pontos num campo dificílimo,
frente a um adversário à altura.
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Feirense-Benfica, 1-2 (crónica)
Sem nota artística ou travo de inspiração, Benfica sobrevive a um dos testes mais difíceis da época
Por Vítor Hugo Alvarenga2012-01-28 22:24hPUB
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