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Feirense-Benfica, 1-2 (destaques)

Rodrigo decisivo, mesmo sem direito a golo

Por Pedro Jorge da Cunha2012-01-28 22:26h
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A Figura: Rodrigo
Perigo indomável, selvagem e provocador. Fantástica a forma como conquista a grande penalidade, ao oferecer o corpo a Varela e a conseguir o contacto que desejava. Lutou do primeiro ao último minuto, obrigou Paulo Lopes a brilhar em duas ocasiões, procurou as triangulações e o futebol apoiado para chegar à área do Feirense. Faltou-lhe o golo, que poderia muito bem ter chegado no estertor da partida. O guarda-redes adversário, brilhante, aguentou até ao limite e com uma palmada afastou a bola.

O Momento: Cardozo salva a noite
O Benfica sofria, o empate parecia já um mal menor, até que Varela terá feito falta sobre Rodrigo na grande área do Feierense. Chamado a marcar a grande penalidade, Cardozo fez o 1-2 e salvou uma noite anormalmente distante e apática. Aos 73 minutos, o Benfica colocava-se pela primeira vez e vantagem no marcador. E segurou-a até ao fim.

A Desilusão: Pablo Aimar
Dançar tango numa caixa de fósforos? Nem o mestre Aimar. Excepção feita a uma abertura soberba para Rodrigo na primeira parte, será justo afirmar que o argentino passou completamente ao lado da partida. Procurou espaços vazios, pediu a bola, mas num jogo com estas características quase claustrofóbicas não é fácil exigir-lhe mais. O Benfica sentiu falta do seu elo de ligação predilecto.

OUTROS DESTAQUES

Paulo Lopes
Parou tudo o que lhe foi possível e ainda fez dois pequenos milagres no duelo particular com Rodrigo. Na primeira parte voou sobre a direita e defendeu com a ponta dos dedos um remate em arco do espanhol; antes do fim, olhos nos olhos, foi ao chão e evitou o terceiro do Benfica. Nos golos nada podia fazer. Um bom guarda-redes, português, com uma passagem quase anónima pelos seniores do Benfica.

Diogo Cunha
Meia-hora fulminante na primeira parte. Sobre os flancos, num ritmo demolidor, esgotou a paciência a Maxi e Emerson, além de ter enviado uma bola à barra da baliza de Artur Moraes. Desapareceu do jogo com o avançar do tempo, mas a sua primeira parte foi muito boa.

Axel Witsel
Executante de excelência, senhor de classe irresistível. Seja no mais magnânimo dos palcos ou num relvado esconso como este de Santa Maria da Feira, Witsel não sabe jogar mal. Jesus colocou-o quase lado a lado com Javi Garcia e o belga respondeu com uma actuação criteriosa e sempre nivelada por cima. Cruzamento perfeito para a cabeça de Rodrigo, aos 40 minutos, e pontapé fortíssimo para defesa de Paulo Lopes já perto do fim.

Thiago Freitas
Surpresa reservada por Quim Machado e servida no meio-campo do Feirense. Estreia absoluta na Liga, a mostrar atributos técnicos muito interessantes e uma clarividência pouco vulgar num jogador sem tempo de jogo. Sempre muito sereno a entregar a bola, tentou várias vezes o remate. Apenas um reparo: tem de melhorar o jogo aéreo. Naquela posição, mesmo no núcleo do relvado, não pode falhar tantos cabeceamentos.

Varela
De herói a vilão em pouco mais de um minuto. Primeiro, faz um golo fantástico, a bater nas alturas os centrais e o guarda-redes do Benfica; depois, é surpreendido por uma bola lançada por Maxi e volta a cabecear para golo, mas na baliza errada. Noite de sensações díspares e análise ingrata. Defesa corpulento, seguro, sente-se em casa a jogar num relvado de pequenas dimensões. Muito eficaz na marcação a Cardozo.

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