FIGURA: Salvio

Grande parte das virtudes do Benfica residiu em Salvio e Gaitán. Foram os melhores. Toto acaba por ser o eleito pelo golo marcado logo no início da segunda parte. Um golo que acabou com a resistência simpática de um Moreirense marcado por tremendas limitações. Salvio recebeu a bola pouco depois da linha divisória do meio-campo, galgou uns bons 25 metros e finalizou sem problemas nem receios. Esteve perto de bisar num cabeceamento e foi um quebra-cabeças até ao fim. Agressivo, concludente, autor de instantes mágicos num palco feito à medida de duros.

MOMENTO: Lima, o inclemente (minuto 71)

Fim da discussão. O passe de Ola John é perfeito e a conclusão de Lima ainda melhor. À saída de Ricardo Andrade, o avançado picou-lhe a bola por cima e fechou a contabilidade. As ténues esperanças do Moreirense morriam ali, a 20 minutos do fim.

NEGATIVO: Enzo Perez

Por onde andou o argentino? Desaparecido, sem influência na circulação de bola, nem na ligação entre meio-campo e ataque. Esteve muitos patamares abaixo da qualidade de Salvio e Gaitán. Muitos. A primeira parte foi horrível, a segunda ligeiramente melhor, mas não o suficiente para se salvar da nota negativa e de ser a desilusão do jogo.

Veja como foi o jogo AO MINUTO

Nico Gaitán

Arranca sublime ao minuto 45. Passou um, dois, três e rematou ao lado. Foi o melhor do Benfica durante grande parte do tempo. Fresco, solto, atormentou Ricardo Pessoa até ser substituído por Ola John. Antes de sair fez um cruzamento perfeito para a cabeça de Salvio. Florent Hanin salvou o Moreirense em cima da linha de golo. Está em excelente momento de forma.

Matic

Irrepreensível. Dedicação absoluta, entrega máxima, louvável preocupação em fechar toda e qualquer linha de passe. Atravessa uma fase de confiança evidente. Isso é visível na forma como recebe e toca a bola. Sem tremideira, sem recear o passe. Foi dono e senhor da zona central do relvado, ganhou lances pelo ar e pelo chão. Apoiou o ataque uma ou outra vez, sem espaço de aplicar o seu forte pontapé.

Jorge Chula

Chegou, treinou e jogou. Aposta arriscada e acertada de Jorge Casquilha. Isolou Ghilas logo no primeiro minuto, teve dois ou três pormenores de qualidade, chegou à linha de fundo com facilidade e não deu descanso a Melgarejo. Recrutado por empréstimo ao Sporting B, pode acrescentar qualidade a uma equipa que está claramente dela necessitada. Saiu aos 58 minutos, esgotado.

Ghilas

Perigo público número um na equipa minhota. É um avançado raro. Pelo que joga e pelo que luta. Neste segundo particular é, provavelmente, o melhor a atuar em Portugal. Segura, privilegia o choque, vai a todas. A noite não lhe foi favorável, pois pouco jogo teve. Assustou Artur Moraes no primeiro minuto e pouco mais. Pôs, ainda assim, os centrais do Benfica em sentido até ao fim.

Luisão e Jardel

Torres intransponíveis na noite de Moreira de Cónegos. Sustiveram o poder de Ghilas, foram implacáveis no jogo aéreo e francamente fiáveis pelo chão. Os centrais do Benfica entenderam-se bem do princípio ao fim e pouco permitiram ao ataque oponente. A ausência de Garay não foi minimamente notada.