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Benfica-Nacional, 4-1 (destaques)

Rodrigo, tão rápido a jogar como a tornar-se peça influente

Por Nuno Travassos2012-02-11 22:25h
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A figura: Rodrigo
É impressionante a forma como em pouco tempo passou de jogador pouco utilizado a figura de enorme influência neste Benfica. Em poucos metros foge aos marcadores directos e encara a baliza com instinto. Frente ao Nacional conseguiu o quarto «bis» da época (terceiro na Liga), segundo consecutivo.

O momento: jogo arrumado antes do intervalo
O primeiro golo de Rodrigo teve especial importância, já que surgiu a seis minutos do intervalo, e onze depois de o Nacional ter reduzido a diferença, de grande penalidade. O tento do internacional sub-21 espanhol permitiu ao Benfica encerrar a discussão da vitória ainda antes do descanso, e gerir a segunda parte já a pensar um pouco no Zenit.

Outros destaques:

Aimar
A renovação de contrato está mais do que justificada, mas «El Mago» fez questão de deixar mais uma demonstração de classe. Foi o principal impulsionador da forte entrada do Benfica, a comandar repetidos ataques encarnados, deixando a cabeça em água aos adversários (sofreu mesmo uma ou duas entradas mais duras). Foi, de resto, o autor do livre que dá origem ao tento inaugural.

Matic
O início de jogo até nem foi muito famoso, mas rapidamente acertou o passo e embalou para uma exibição muito segura. Nota-se que está claramente mais consciente do papel que Jesus pretende: fixo à frente da defesa, esteve muito bem no apoio aos centrais. Sente-se a diferença quando chega a altura de trocar a bola com Gaitán ou Aimar, entre outros, mas a verdade é que essa não é a sua tarefa principal.

Cardozo
Chegou aos catorze golos na Liga, mas podia ter mais um, se não tivesse falhado uma grande penalidade na segunda parte, o que acontece quase sempre que decide virar as costas à sua principal qualidade (potência de remate). Ainda antes do golo marcado atirou uma bola ao poste, em mais um jogo repleto de remates com a sua assinatura.

Nolito e Gaitán
Os extremos do Benfica não festejaram golos (próprios), mas destacaram-se nas assistências. O espanhol fabricou os dois golos de Rodrigo, e o argentino ofereceu o golo a Cardozo com uma grande jogada individual, a ultrapassar três adversários (um deles duplamente batido). Gaitán ainda não está ao nível a que já habituou os adeptos, mas este lance já deu para matar saudades.

Diego Barcellos
A exibição do Nacional teve pouco de positivo, mas ainda assim o camisola 10 mostrou que é, muito provavelmente, o elemento de melhor qualidade do plantel. Andou mais pela esquerda do que propriamente atrás dos avançados, onde se tem destacado, mas ainda assim foi o elemento mais inspirado, e sofreu a grande penalidade.

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