Motivação extra proveniente dos rivais. O Benfica encara a Naval, na Luz, no encerramento da jornada 10, que lhe pode trazer grandes benefícios. Tanto a curto prazo, como a longo termo. Os encarnados entram em campo conhecedores das derrotas do líder Sp. Braga e do campeão F.C. Porto, para além do empate do eterno rival Sporting, em Vila de Conde. O desafio da Luz é, assim, uma oportunidade ouro para uma equipa que reagiu bem na Europa à primeira derrota no campeonato.
O Benfica pode alcançar o Sp. Braga no topo da tabela. Uma vitória sobre a Naval empata os encarnados do Minho com os de Lisboa na liderança (com vantagem bracarense no confronto directo que durará, pelo menos, até à jornada 24); mas mais do que isso, mais em conta na mente dos adeptos estará o deslize dos rivais históricos: F.C. Porto e Sporting. O triunfo sobre a Naval não vale apenas três pontos, vale bem mais do que isso. Vale diferenças importantes, para além de injecção de moral, numa equipa já de si moralizada pelas exibições anteriores e que a derrota de Braga, viu-se em Liverpool, não terá deixado grandes marcas.
Dito isto, parece o Benfica embalado para o triunfo? Calma, do outro lado também há gente capaz e experiente, matreira na arte de preparar equipas. Veja-se, há até um treinador campeão nacional, o que não existe do lado encarnado. Apenas uma divergência no currículo, pois há outras, admitidas pelas partes, que afastam um cumprimento de treinadores após o jogo.
Adivinhar as dúvidas de Jesus
Augusto Inácio defronta um eterno rival: sim, porque foi jogador de Sporting e F.C. Porto, e passou por ambos como técnico, adjunto ou principal. Por isso, o treinador dos figueirenses conhece as grandes equipas por dentro. Sabe pelas entranhas como podem desmoronar-se em momentos de grande euforia e necessidade de vencer.
Inácio sabe uma coisa de antemão: os encarnados não podem contar com o goleador Óscar Cardozo. Jorge Jesus também já o sabia e, por isso, preparou uma alternativa ao paraguaio. Em Braga foi Keirrison quem entrou para a frente de ataque, como primeira opção; esta segunda-feira, poderá ser Weldon. Eis uma temática interessante, saber quem está na frente da corrida para jogar ao lado de Saviola, uma vez que o técnico benfiquista não deve alterar o sistema.
É também no onze encarnado que residem algumas dúvidas. O castigo de Cardozo já era sabido, mas a lesão de Ramires, frente ao Everton, deixou uma vaga em aberto: Ruben Amorim será o candidato natural ao lugar, mas há outras opções. Ou seja, Inácio terá de adivinhar as intenções de Jesus para travar «o melhor Benfica dos últimos anos», nas palavras do técnico da Naval.
Equipas prováveis
BENFICA: Quim; Maxi Pereira, Luisão, David Luiz e Fábio Coentrão; Javi Garcia; Ruben Amorim, Pablo Aimar e Di María; Weldon e Saviola
NAVAL: Peiser; Gomis, Diego Ângelo e Daniel Cruz; Bruno Lazaroni; Carlitos, Godemèche, Baradji e Camora; Kerrouche e MarinhoComentar este artigo

