João Ribeiro, a diagonal perfeita

Grande jogador, João Ribeiro ligou a festa. Não é difícil nomear o melhor do encontro. A equipa mais determinada no contra-ataque teve nos pés do médio ofensivo o despertador da melhor imaginação do V. Guimarães na primeira parte. Assinou o melhor instante (passe) ao descobrir o avançado brasileiro pelo meio dos centrais do Benfica. Na pressão, o envolvimento na partida foi cada vez maior nas saídas para o contra-golpe. Tom de voz no jogo vitoriano.

Rui Miguel, um às frente aos grandes

Passou-lhe a vitória pela cabeça. A feição que definiu o encontro a partir de uma assistência de Bruno Teles. O bom futebol é, para ele, um dom natural. Bem tranquilo, dominou com autoridade o espaço aéreo, beneficiando da falta de cobertura dos encarnados. Num jogo de ataque e contra-ataque, transformou o encontro com o golo decisivo, depois de entrar para a segunda parte para reforçar a linha ofensiva. Marcou ao Sporting a época passada e voltou aos golos frente ao Benfica. Um jogador que costuma aparecer no final das partidas, para marcar golos fora de horas. Dá-se bem com os grandes de Lisboa, sem dúvida. Reclamou a sua cota de protagonismo, depois de falar-se de uma eventual dispensa da equipa de Manuel Machado.

Edgar, a técnica do toque prevaleceu

Edgar teve uma fortíssima ligação com a melhor parte do espectáculo e a conquista da vantagem no marcador. Sinal mais na actuação da equipa a conquistar o reconhecimento da importância que teve no encontro pela forma como desviou a bola do alcance de Roberto. A fama de avançado acompanhou o camisola 29 e a formação ganhadora não esteve privada da sua figura até aos 63 minutos, premiando a sua actuação sobressaliente com um golo. Deu vida ao marcador no início do encontro e ao pressing voraz do V. Guimarães.

Nilson, as luvas de manteiga

Passavam os minutos e o golo não surgia na baliza do brasileiro. Já o engano defensivo de Nilson havia começado cedo ao largar uma bola fácil e depois outra. A noite negra começou a revelar-se perante as dificuldades imprevistas. Provação e abalo que a equipa não merecia. Não, pois não? Uma partida sem estrela do homem mais recuado, porque o número um não esteve igual a si próprio, apesar da falhas de atenção e momentos fatais de um dos melhores guarda-redes da Liga. Já na derradeira jornada na Choupana havia sofrido um golo pouco usual para quem habitualmente usa luvas de ferro.

Saviola, um felino na área

Fama necessária quando surgiu a aproveitar o erro de Nilson. Chutou para a baliza deserta e trouxe algum fulgor ao marcador. Foi preciso mérito para seguir a trajectória da bola e ajudou a romper com o ritmo louco do V. Guimarães na primeira parte. Na revista do jogo, mais fiável do que a maioria dos companheiros na área. Não chegou para evitar a derrota.

Roberto, aperto na fase quente

Neste campo, apesar das dificuldades, Roberto procurou deter o ataque do V. Guimarães com atenção redobrada. Foi determinante, embora tenha soltado algumas bolas durante a fase de maior assédio dos vitorianos. Duas jornadas depois, o guarda-redes espanhol recuperou a sensação de poderio que evidenciou no país vizinho e traduziu a subida de rendimento de forma aplicada, protagonizando uma partida personalizada e em esforço. Nada pode fazer no segundo golo dos brancos.

Carlos Martins, à lei da bomba

Teve o golo no pé. Foi por pouco. Deu um ar mais ofensivo à garra da sua equipa. Quase marcou no final da 1.ª parte, enviando uma «bomba». Valeu a defesa apertada de Nilson a evitar os festejos do português, que deu dinâmica a um Benfica pouco atrevido e certeiro no remate. O forte pontapé sobressaiu a lançar o perigo de meia distância.