Fernando Santos mudou quase tudo em relação ao jogo com o Sporting, procurando dar mais ritmo de jogo aos mundialistas, com Luisão, Petit e Nuno Gomes a entrarem de início, repetindo apenas quatro jogadores em relação ao primeiro jogo: Leo, Anderson, Karagounis e Nuno Assis. Mas os problemas foram praticamente os mesmos. Muitos passes errados, forte desequilíbrio nas compensações e muitas dificuldades na criação de espaços, com um jogo demasiado afunilado a encalhar muitas vezes nos pés de Karagounis e Beto.
A tornar o cenário ainda mais negro, um golo consentido logo aos três minutos, numa lance que começou num lançamento lateral, na direita, com Valerón a assistir Sergio que, na zona central, sem marcação, encheu o pé para uma enorme fífia de Moretto que levou as mãos à bola, mas não conseguiu melhor do que desviá-la para as próprias redes. Um duro golpe para uma equipa que tinha entrado determinada, com destaque para a disponibilidade e Manu a abrir brechas no lado direito do ataque, bem apoiado por Nelson.
Os encarnados acusaram o golo, mantendo alguma dinâmica na direita, mas sem conseguir encontrar outras alternativas para fazer fluir o seu jogo, com Karagounis muito lento sobre a esquerda e Nuno Gomes ainda muito longe de ter algum ritmo competitivo. A falta de espaços e de ideias ficou bem patente num inconsequente pontapé do meio da rua de Beto.
O Deportivo, também em início de temporada, não colocou tantas dificuldades como os leões na véspera e perdeu o seu melhor elemento, o experiente capitão Valerón, que, com o pitons presos na relva, contraiu mais uma grave lesão, mais uma numa carreira recheada de azares. Um cabeçada de Nuno Gomes e um pontapé de Nelson mostraram que os encarnados tinham argumentos para alterar o resultado, numa altura em que o jogo estava a ser marcado por alguma dureza.
A pressão dos encarnados acentuou-se no segundo tempo com a entrada de quatro jogadores que realizaram o estágio na Suíça, portanto numa fase mais adiantada em termos físicos. O Depor passou, então, por um mau bocado, com o Benfica a ganhar alento com um forte pontapé de Léo. As oportunidades sucederam-se, quase sempre em lances de bola parada, com destaque para um livre de Diego. Marcel também contou com uma boa oportunidade, mas falhou o remate. Pior fez Paulo Jorge com a baliza escancarada, a passe de Manduca, a atirar para...a linha lateral.
Para acabar um jogo feio, uma picardia entre Marco Ferreira e Jago. O Benfica regressa de imediato a Lisboa e, com o relógio a comer o tempo, volta já no Domingo (10 horas) ao trabalho, ainda com muito para fazer até Viena.
FICHA DO JOGO
Estádio Municipal de Vila Real de Santo António
Assistência: 8 mil espectadores
Árbitro: Nuno Almeida (Algarve)
Assistentes: Carlos Nilha e Filipe Pereira
4º árbitro: Paulo Silva
BENFICA (4x4x2): Moretto; Nelson,
Anderson, Luisão (Alcides, 46m) e Léo (Marco Ferreira, 68m); Petit (Diego, 68m), Beto (Karyaka, 88m), Karagounis (Paulo Jorge,
46m)e Nuno Assis (Manduca, 46m); Manu (Mantorras, 76m) e Nuno Gomes «cap» (Marcel, 46m).
Treinador: Fernando Santos.
D. CORUNHA (4x2x3x1): Makay; Arbeloa, Rodri, Lopo e Juan Rodríguez (M. Pablo, 90m); Sergi e Capdvilla; Cristian
(Munitis, 56m), Valerón «cap» (Jago, 29m) e Riki (Guzman, 61m); Arizmehdi (Pablo, 84m).
Treinador: Joaquin Caparrós.
Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: Sergio (3m).
Disciplina: cartão amarelo a Riki (35m), Juan Rodríguez (42m),
Jago (87m) e Marco Ferreira (87m).
Final: 0-1.Comentar este artigo
