Segundo o presidente do Benfica, «houve acordo entre os dois clubes, mas não entre Valência e Simão».
Tal como Maisfutebol tinha dito este sábado de manhã, entre Valência e Benfica havia um princípio de entendimento, o que Vieira confirma. Mas, ao contrário do que foi sendo escrito na impresa portuguesa ao logo desta semana, continuava a faltar que o jogador e o emblema espanhol se pusessem de acordo.
Simão pretendia um valor um pouco superior aos dois milhões de euros por época. Acontece que o jogador mais bem pago do plantel, o espanhol Villa, não recebe mais de 1,8 milhões. Ou seja, a diferença ainda era grande e podia mexer com o equilíbrio do plantel.
No entender do presidente do Benfica, «o Valência menosprezou um pouco o valor do Simão». Mas nem por isso ficou triste. «Por nós estamos felizes, ele continua a ser jogador do Benfica».
Depois o presidente encarnado explicou melhor os contornos da negociação. «Sempre dissemos que estaríamos disponíveis para encontrar uma solução que permitisse ao Simão e à sua família terem uma vida melhor e foi isso que fizemos». O Benfica foi ao encontro do Valência mas faltou o resto. «Simão nunca disse que queria sair, mostrou-se foi dispoível para estudar connosco as propostas que surgissem e foi isso que viemos cá fazer».
Agora, diz Vieira, Simão fica no Benfica. «É nosso jogador, começará a treinar na segunda-feira», afirmou à porta do hotel, em Valência, poucos minutos depois de ter chegado do Mestalla, onde viu a apresentação do Valência aos sócios.
A comitiva do Benfica regressa «feliz» para Lisboa. E agora? Vieira responde. «Se o Valência voltar a aparecer será bem recebido, mas a última palavra dependerá sempre do Simão. Luís Filipe Vieira fez questão de elogiar o comportamento dos espanhóis. «Gostaria de agradecer a postura do presidente do Valência e de Amedeo Carboni, não chegámos a acordo, são negócios, mas fomos sempre muito bem tratados».Comentar este artigo
