«Quero aproveitar este momento, agora que estou mais lúcido, para agradecer ao futebol pelo que me proporcionou, pelas alegrias que me deu, pelo meu público, por aqueles que não o foram mas sempre me respeitaram, foram 18 anos. Tenho de me sentir um homem felizardo pela forma como acabo a carreira. É verdade que ainda estou um bocadinho em transe, ainda não me mentalizei que quarta-feira não há treino e que não haverá pré-época para mim. Estou feliz por todos os aplausos e críticas que me fizeram crescer», começou por dizer Rui Costa, já com o relógio a entoar as 12 badaladas, literalmente.
São muitos os «melhores
momentos» que viveu, mas se «tivesse de escolher», continua a «considerar o Mundial de sub-20» o mais alto, quando foi e se
sentiu «campeão do mundo».
Foram muitos os «quilómetros» percorridos em quase duas décadas de futebol profissional,
os títulos conquistados pelo Benfica, Fiorentina e Milan enchem-no de orgulho, mas não ter sido distinguido internacionalmente
com um prémio individual afectou-o de forma alguma. «Sinto-me orgulhoso pelo meu trajecto, pela minha carreira, não porque
alguma vez me tenha sentido o melhor do mundo, porque tudo o que podia dar ao futebol eu dei. Não se ganha só quando se é
o melhor do mundo, com títulos... Fiz tudo o que estava ao meu alcance, independentemente de nunca ter conseguido ser o melhor
do mundo.»
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