Data de nascimento: 12 de Abril de 1941 (Barking, Inglaterra); falecido a 24 de Fevereiro de 1993

Posição: defesa

Nacionalidade: inglesa

Período de atividade: 1958-1978

Clubes: West Ham United; Fulham; San Antonio Thunder (E.U.A.); Seattle Sounders (E.U.A.)

Principais títulos: Campeão do Mundo pela Inglaterra (1966); Vencedor da Taça de Inglaterra (1964); Jogador inglês do Ano (1964); Vencedor da Taça dos Vencedores das Taças (1965)

Bobby Moore estreou-se ao serviço do West Ham em Setembro de 1958, num clássico do futebol inglês, contra o Manchester United. Malcolm Allison, seu mentor, e dono do lugar no eixo da defesa dos hammers estava a contas com uma tuberculose e o jovem jogador tomou-lhe o lugar para se assumir como uma presença incontornável da equipa e um dos nomes que alguns avançam quando se fala no melhor defesa do mundo.

Estilo e graciosidade seriam duas marcas que Moore deixou ficar pelos relvados. Apesar de um ar relativamente frágil, o camisola 6 do West Ham soube afirmar-se graças a outros atributos, como a capacidade quase intuitiva de adivinhar as jogadas dos seus adversários e roubar bolas como ninguém em áreas de grande perigo.

No West Ham, a década de 60 garantiu a consagração do defesa britânico. Ron Greenwood tomou o comando da equipa e apostou forte no jovem jogador, Moore correspondeu e deu por ganho o desafio, empurrando a equipa para os grandes palcos nacionais e internacionais. O ano de 1964 foi a todos os títulos brilhante, e Moore, já a grande referência defensiva da equipa tornou-se o jogador mais jovem a vencer o título de melhor futebolista do ano ¿ com apenas 23 anos.

As glórias continuariam a somar-se. Um ano depois, Moore regressa a Wembley, um estádio que lhe traz boas memórias, e ganha a Taça dos Vencedores das Taças, pelo West Ham, naquele que seria o segundo título da prova a ficar nas mãos de um clube inglês (só o Tottenham tinha feito o mesmo em 1963).

Ao serviço da selecção britânica, o jovem defesa juntou-se aos seus colegas de equipa Geoff Hurst e Martins Peters para formar um trio de luxo que muitas alegrias deu ao futebol inglês. Foi exactamente sob o seu comando - Moore estreou-se com a braçadeira de capitão em 1963 - que a Inglaterra venceu o seu primeiro e único Campeonato do Mundo, depois de derrotar a Alemanha Ocidental no prolongamento. Corria então o ano de 1966 e Wembley voltava a ser o palco para a glória de Bobby Moore.

Em 1970, o capitão da selecção inglesa foi acusado de roubar uma pulseira de diamantes em Bogotá, no estágio que antecedeu a participação inglesa no Mundial do México. Pouco depois, foi ilibado de todas as acusações, «vingando-se» da afronta com uma exibição brilhante frente ao Brasil ¿ até hoje considerado o melhor exemplo de marcação leal e eficaz ao melhor jogador do Mundo, Pelé, nem mais nem menos.

Os problemas não se ficaram, no entanto, por ali e já em final de carreira, o defesa teve de enfrentar um processo complicado para sair do West Ham, que então entrava numa fase descendente.

Antes de deixar o futebol, Moore ainda passou pelo Fulham e seguiu o exemplo de Pelé, ao aceitar um contrato milionário para jogar nos Estados Unidos. Aos 35 anos de idade, a sua carreira não mais resgatou o brilho dos velhos tempos e a saúde começou também a deteriorar-se. Primeiro, vieram os problemas de coração, depois, em 1991, o jogador inglês teve de medir forças com um cancro. Bobby Moore morreu em 1993, tinha então apenas 51 anos.