Uma exibição de garra como que a redimir-se do autogolo que obrigou o Benfica a deixar pontos no Bonfim. Abriu o marcador de cabeça, como já (quase) tinha feito em Setúbal, e está na origem do segundo golo, com o passe longo que lançou César Peixoto pelo corredor esquerdo. Com o Benfica balanceado para o ataque, o central mostrou-se mais determinante no meio campo do Sporting, principalmente nos lances de bola parada, do que propriamente a defender.
Confira a FICHA DO JOGO e as notas dos jogadores
Liedson
O mais inconformado
dos leões como tem sido habitual esta temporada. Nunca virou a cara a luta e, sempre de cabeça fria, parecia ser o único a
conseguir transportar a bola para o meio-campo encarnado. Depois de muitas bolas perdidas pelos companheiros, decidiu assumir
sozinho um lance, foi por ali fora e, de muito longe, atirou colocado, junto ao poste, sem hipóteses para Júlio César. Um
golo que animou as bancadas verde-e-brancas e devolveu alguma serenidade à equipa que, ainda que momentaneamente, voltou a
entrar no jogo. Entrou ainda mais interventivo para a segunda parte, pediu o apoio das bancadas, mas sozinho não podia ter
feito muito mais.
Di María
Uma permanente dor de cabeça para a defesa do Sporting. O argentino é escorregadio,
tem um drible fácil, irrita quem apanha pela frente, obrigando os defesas leoninos a recorrerem muitas vezes à falta para
o travar. Assinou o primeiro remate do jogo e esteve nos melhores lances de ataque de bola corrida, quase sempre pelo flanco
esquerdo. Só lhe faltou um golo para fechar a noite em grande e na parte final teve, pelo menos, duas oportunidades soberanas,
com remates cruzados a rasarem o poste.
Bolas paradas do Benfica
Uma máquina de fazer golos com o carimbo
de Jesus. O treinador insiste no aperfeiçoamento destes lances até à exaustão, com resultados práticos nos jogos. Esta noite
foram mais dois, um de livre (David Luiz), outro num pontapé de canto (Luisão), mas até podiam ter sido mais. Qualquer que
seja a situação que permita colocar a bola na área, os jogadores do Benfica já sabem onde posicionar-se e que movimentos devem
fazer. Assim, os golos surgem com naturalidade.
Javi Garcia
«No pasa nada» ou quase nada. Mais uma grande
exibição do jovem espanhol que construiu uma verdadeira muralha no meio-campo encarnado, travando tudo e todos que lhe surgiram
pela frente, ganhando bolas nas alturas ou pelo relvado, quase sempre por antecipação ou recorrendo ao seu forte poderio físico.
Liedson que o diga, depois dos muitos choques contra o muro espanhol.
João Pereira
Inconcebível, inexplicável,
inaceitável. João Pereira entrou a matar e não esteve mais de sete minutos em campo. Um gesto irreflectido, que nem a temperatura
do jogo ajuda a explicar, uma vez que tinha acabado de começar. Minou as ambições do Sporting e deixou os companheiros numa
situação muito complicada.
Izmailov
Andou desaparecido no primeiro tempo, mas na segunda parte deu tudo
o que tinha. Esteve muito perto de marcar, num assomo de garra e força que merece aqui um destaque.
Cardozo
Mais um destaque de última hora, desta feita para o melhor golo da noite a fechar o pano.

Último comentário
Falando em flops...
Quando se compram jogadores aos contentores é normal que este fenómeno ocorra. Kardec e Éder Luís fizeram o Benfica jogar com 9! Sinceramente parecem muito fracos, muitos défices para jogadores tão caros! E que tal apostar na prata da casa? Ou mesmo no Mantorras, que coxo faz 20X mais?