Carlos Carvalhal, treinador do Marítimo, a analisar o empate a uma bola com o Nacional, em jogo de encerramento da 22ª jornada:

«Dadas as vicissitudes do jogo, acaba por ser um mal menor o empate, fundamentalmente depois da expulsão do Marcinho. Tivemos uma forte entrada, com três claras oportunidades. Acabámos por sofrer um golo, após perder uma bola em tentativa de contra-ataque. Isso levou a que a equipa, devido a alguma juventude, acusasse o golo em demasia, e o jogo equilibrou-se. Na segunda parte arriscámos um pouco mais, penso que da forma como empatámos acaba por se ajustar, pois estávamos a querer e a chegar à baliza. A expulsão é muito rápida, logo a seguir e a partir daí as coisas tornaram-se mais difíceis. A equipa tem que saber quando deve defender e a partir daquele momento soube defender. O empate acaba por se ajustar. Até ao golo, a equipa mais perigosa era a nossa, com três claras oportunidades. Creio que surpreendemos o Nacional. Tivemos de alargar depois a frente de ataque e explorar outra forma de jogar, flanqueando mais o jogo.»

«O único jogador que tinha condições para sair ao ataque era o Manú. Com menos um jogador e com Olberdam, Bruno e Baba debilitados, houve a inteligência da equipa: não consegue ganhar, soma um ponto. Isto é importante. Tivemos momentos para ganhar, para mandar e outros para sofrer e esta atitude é importante para o futuro. A jornada acabou por não ser má. Os nossos concorrentes directos deram um passo para o lado e outro para trás. Continuámos a somar pontos.»

«Depois de ter voltado da Grécia, não faço comentários sobre os árbitros portugueses que para mim são fantásticos. Não comento a expulsão. O jogo teria muito mais a ganhar se jogássemos 11 contra 11. Depois da expulsão, não foi agradável, mas fizemos o que tínhamos a fazer. Estou satisfeito com os meus jogadores. Temos uma base para fazer uma boa equipa e muito competitiva em termos de futuro. Sendo a base boa, o trabalho do treinador fica facilitado.»