A FIGURA: Herrera

Esteve longe de ser o elemento mais influente do FC Porto ao longo dos 90 minutos, mas o golo dele nos minutos finais será, até ver, o mais valioso da equipa de Sérgio Conceição nesta Liga. Acreditou que a bola poderia sobrar para ele no lance do golo e foi rápido na reação.

O MOMENTO: bomba de Herrera recoloca dragão na pole position, minuto 90

O jogo caminhava para um nulo no marcador quando Herrera aproveitou da melhor forma um mau alívio de Grimaldo para rematar forte para o golo do FC Porto. Um tiro indefensável que gelou a Luz e levou a falange de apoio azul e branca ao rubro. Os dragões voltam a estar na pole position na corrida ao título, agora com vantagem sobre as águias no confronto direto. Xeque-mate? Quase.

OUTROS DESTAQUES

Ricardo: cometeu alguns erros defensivos na fase inicial do jogo, mas cresceu com o passar do tempo e criou vários desequilíbrios no corredor direito. Na reta final da primeira parte, ganhou uma bola à entrada da área encarnada e rematou de pé esquerdo ao lado; pouco depois serviu de forma sublime Marega com um passe rasteiro mas o maliano, em boa posição, não conseguiu finalizar nas melhores condições. Praticamente a abrir a segunda parte, reativou a sociedade com Marega, mas avançado, isolado, não conseguiu bater Varela. Bem no capítulo do desarme e quase perfeito no envolvimento nas ações ofensivas. O melhor do FC Porto neste final de tarde.

Marcano: não tomou sempre as decisões certas nas ações defensivas, mas fez valer-se do excelente sentido posicional para apagar alguns focos de incêndio junto à área portista. Teve cortes providenciais aos 27’ e aos 42 minutos em jogadas nas quais havia presença encarnada da área pronta a fazer estragos.

Casillas: já começa a ser tradição o guarda-redes espanhol brilhar no Estádio da Luz. Foi assim em 2015/16, na época passada e, agora neste domingo. Teve duas defesas difíceis nos primeiros 45 minutos (Cervi e Pizzi) e revelou segurança nas saídas dos postes. Teve uma segunda parte tranquila.

Sérgio Oliveira: foi o primeiro elemento portista a ser sacrificado, mas o crescimento da equipa de Sérgio Conceição na etapa complementar deveu-se muito a ele. Esteve mais envolvido no jogo e ajudou a criar superioridade no miolo do terreno.

Marega: não jogava desde 2 de março (clássico no Dragão com o Sporting) saltou de imediato para o onze, relegando Aboubakar para o banco de suplentes. Percebe-se por que razão o poder de fogo do dragão teve uma redução considerável durante o período em que o maliano esteve ausente. Não esteve oleado como antes, mas foi sempre um perigo apontado à baliza de Varela. Ameaçou o golo em duas ocasiões: a fechar a primeira parte e a abrir a segunda.