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O direito ao assobio

A selecção, Queiroz e Madail

Luís SobralPor Luís Sobral2010-03-07 16:50h
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Vi apenas cinco minutos do Portugal-China, por isso não sei se os assobios à selecção foram justos, injustos ou simples forma de os adeptos dizerem presente numa partida que, como explicou Cristiano Ronaldo, não servia para nada.

Mas li as declarações ofendidas de Carlos Queiroz. Mais os conselhos de amigo de Gilberto Madail e fiquei satisfeito. É sempre bom saber que algumas coisas nunca mudam.

O seleccionador mantém intacta uma incapacidade muito sua de lidar com a crítica. Seja ela de jornalistas, de outros treinadores ou do público. Quem não o endeusa está certamente errado. Quem assobia a qualidade do jogador português devia ir à China ver como é. O costume.

O presidente da Federação está vivo e em boa forma. Só o melhor Madail seria capaz de, numa frase, deitar por terra o esforço de anos. Na FPF há muita e boa gente que gosta de ver os estádios cheios. O presidente nem por isso. Até podem ir, mas só se for para aplaudir. Caso contrário, fiquem em casa, em frente à televisão, a dizer mal dos comentadores.

O que Carlos Queiroz e Gilberto Madail parecem não entender é que a selecção nacional tornou-se, na última década, algo de que as pessoas realmente gostam. Por isso alguns milhares estiveram em Coimbra, para um jogo de preparação, e quase dois milhões viram a coisa na TVI.

Esta gente toda merecia de seleccionador e presidente uma palavra de agradecimento e, talvez, um pedido de desculpas. Nunca declarações ofensivas. Mas, claro, seria pedir de mais a Queiroz e Madail.

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