Depois da bolha de optimismo após um «derby» nivelado por baixo, em que durante boa parte esteve melhor do que o Benfica, o jogo de quinta-feira foi um tremendo anticlímax. E é tão injusto responsabilizar o novo treinador por essa má exibição como explicar o rendimento da equipa nos últimos três meses com o losango de Paulo Bento.
Carvalhal tem ideias diferentes, que a prazo poderão dar certo (como deram as do seu antecessor durante quatro épocas) mas não pode encomendar milagres. E num grupo com sérias limitações, em especial nos flancos, a atacar e a defender, com escassas alternativas, e com um Liedson em crise, seria um milagre que tudo passasse a dar certo só porque o homem do leme tem outro nome. A recuperação de Izmailov, dos poucos elementos capazes de dar amplitude ao jogo, será de grande importância no progressivo estabilizar da crise. Tal como o será a escolha certa de reforços de Inverno.
Depois, a equipa subirá de rendimento, como sempre subiu nas segundas voltas dos campeonatos anteriores. De forma lenta, e pouco apaixonante. Esperar mais do que isso, é contar com milagres de hora marcada.Comentar este artigo
