A primeira, é a razão de ser de competições tão antiquadas e tão depreciadas como as Taças nacionais: nenhum jogo está ganho antecipadamente e todos os clubes têm, em teoria, o direito de desafiar os mais poderosos. A segunda, é a de que no futebol os nomes sonantes não substituem as ideias simples.
O ciclo de maus resultados dos homens de Pellegrini coincide com a baixa forçada de Cristiano Ronaldo. E é tão precipitado concluir que todos os problemas se resumem à lesão do português como defender que ela nada tem a ver com os desaires recentes.
As grandes equipas, como as outras, também têm jogadores-chave e, quando eles não estão, é normal que ganhem menos vezes e sejam menos empolgantes. Mas não é suposto perderem identidade, princípios de jogo e um sentido de responsabilidade partilhada. Estes argumentos não chegam para ganhar sempre (veja-se o recente Barcelona-Rubin Kazan), mas chegam para evitar humilhações como a de Alcorcón.
Por isso, mesmo dando de barato a ausência de vários titulares, o resultado na Taça do Rei confirma o que jogos anteriores já tinham deixado perceber: que os Galácticos parte II estão longe de ser uma grande equipa. Grandes, são, e sempre foram. Falta-lhes o resto: ser uma equipa.Comentar este artigo
