Bem vistas as coisas, nem sequer é um prognóstico arriscado. É uma opinião baseada naquilo que Rúben Micael mostrou com a camisola do Nacional da Madeira. 1,75 m de muito futebol, num estilo empertigado, corajoso, repleto de técnica e inteligência.
Rúben joga, faz jogar, marca e dá a marcar. Não se esconde, assume a responsabilidade na posse e gestão de bola, remata e cabeceia bem. É um produto português de grande valia e um talento finalmente reconhecido por um grande clube português. No caso, o F.C. Porto.
O F.C. Porto que tanto precisa esquecer, de uma vez por todas, a classe de Lucho Gonzalez. É Rúben Micael o homem ideal para dissipar o défice qualitativo do meio-campo azul e branco? Acredito que sim.
Fernando Belluschi é um bom jogador, mas tem apresentado uma oscilação preocupante. A técnica aprumada, mas em câmara lenta, de Diego Valeri também tarda em convencer. Freddy Guarín e Tomás Costa? Demasiado vulgares. A curto prazo, Rúben Micael vai ser a grande referência na intermediária dos dragões.
PS: já que se fala de F.C. Porto, deixo apenas mais uma nota. Faz-me
confusão, muita confusão, ouvir Pinto da Costa afirmar que no Porto não há petróleo. Se o ouro negro não jorrasse na Invicta,
não se desbaratava mais de três milhões num jogador que nem para ser suplente de Fernando serve. Será Sebastian Prediger assim
tão mau ou Jesualdo não está a ver bem as coisas?
Comentar este artigo
