As penalizações devido a trocas de componentes do carro na Fórmula 1 podem ter os dias contados, pelo menos nos moldes atuais.

É que Ross Brawn, diretor técnico da F1 já veio deixar claro que não é fã do atual sistema de penalizações e que estão a ser desenvolvidos esforços para que a partir de 2021 as penalizações sejam reduzidas.

Apesar de terem sido realizados alguns ajustes na tentativa de simplificar o sistema para a atual temporada, o diretor de corridas da F1, Charlie Whiting, já veio afirmar que meta é agora usar a alteração de regras previstas para 2021 como oportunidade para proceder a uma redução significativa das penalizações impostas.

“Gostaríamos de acabar de uma vez com toas as penalizações se isso fosse possível”, afirmou Whiting ao «Motorsport.com». “É nesse sentido que estamos a trabalhar.”

Entre os componentes que frequentemente obrigam a trocas e penalizações aos pilotos estão as caixas de velocidades que têm de fazer seis corridas seguidas antes de poderem ser trocadas de novo. Mas um acidente mais violento pode danificar a caixa e obrigar o piloto a ser penalizado em cinco posições na grelha. Por isso os responsáveis pela F1 estão a ponderar utilizar um sistema idêntico ao que já é utilizado nas unidades motrizes, em que as equipas terão um número limitado de caixas para usar durante a temporada, que terão de gerir da melhor forma.

Um dos casos mais recentes é o de Valtteri Bottas que no GP da Austrália sofreu um acidente na qualificação acabando assim por largar para a corrida na 15.ª posição da grelha, depois de penalizado em cinco lugares depois da sua equipa ter sido obrigada a trocar de caixa de velocidades do W09.