Reclama mais oportunidades e Jesualdo Ferreira retribuiu. Chamado ao onze para o lugar de Radamel Falcao, o argentino provou que a festa do golo justifica uma mão cheia de passes falhados, alguma falta de mobilidade e um par de oportunidades perdidas. Marcou na etapa inicial, num lance invalidado de forma muito duvidosa, e repetiu a dose na segunda metade. Insistência de Falcao, um toque para dominar a bola e outro em jeito, para afastar Nélson da trajectória, rumo às redes adversárias. Chega.
Lima
Avançado com características interessantes. Média estatura, pouco peso,
fugindo ao estereotipo de ponta-de-lança à moda antiga. Contudo, não foge a qualquer duelo físico. Logo nos primeiros minutos,
fez falta sobre Bruno Alves e não mais se amedrontou nos duelos com o capitão do F.C. Porto. Esteve no Vizela em 2003/04,
regressou ao Brasil mas parece determinado a agarrar nova oportunidade no futebol português. Ao sexto jogo, o primeiro golo,
em desmarcação e com um pontapé frio, à saída de Hélton.
Zé Pedro
Os anos passam e perdura a sensação:
o que falta a este Zé Pedro para merecer uma oportunidade num clube de maior dimensão? Trata a bola com carinho e esta faz-lhe
todas as vontades. Cola-se ao pé esquerdo e sai, leve e redonda, para o destino escolhido pelo médio. No Dragão, o capitão
do Belenenses deixou uma imagem de sacrifício extremo. Lesionou-se ao 11º minuto de jogo, em lance com Rolando, mas permaneceu
no relvado. Jogou quase uma hora com o ombro direito imobilizado. Saiu pouco depois do golo de Lima, com a missão cumprida.
Bruno Alves
Perdeu alguns duelos com Lima, ainda que o golo do Belenenses não tenha nascido na sua área
de jurisdição. No rescaldo da noite no Estádio do Dragão, poucos recordam a performance defensiva de Bruno Alves. Observando
um cenário cinzento, a falta de soluções ofensivas, o capitão do F.C. Porto apostou regularmente nas subidas no terrenos,
provocando desequilíbrios fundamentais para aumentar a chama. Cruzou, driblou, empolgou companheiros. Em lances de bola parada,
registo para um par de cabeceamentos perigosos. Ao minuto 90, fez a trave abanar! É isto um capitão.
Hulk
Muito se falou dele durante a semana, após a chamada inédita para a selecção brasileira. Jesualdo Ferreira, mesmo sem pergunta
sobre o tema, fez questão de congratular o avançado pela convocatória. Frente ao Beleneses, o talento bruto andou por lá,
perto das explosões mas ficando-se pelos fogachos. A exemplo do que aconteceu com Diego, Luís Fabiano ou Anderson, os portistas
correm o risco de perder uma estrela antes de observarem todo o seu brilho nos palcos nacionais. Vai ser enorme, sem dúvida.
Para já, ainda não é.
Nélson
Bom guarda-redes, em nova chamada à baliza de um candidato inicial a sofrimento
imenso. Na época passada, brilhou ao serviço do Estrela da Amadora. A formação da Reboleira tombou por dívidas, o Belenenses
ocupou a sua vaga e resgatou Nélson, guardião que passou demasiados anos no banco do Sporting. No Dragão, mais algumas intervenções
de qualidade, misturando estilo e atrapalhação. Eficaz, de qualquer forma.
Barge
Merece um destaque pelas
sucessivas provas de adaptabilidade. Proveniente do Estoril, este médio português de 25 anos já foi de tudo um pouco, nos
primeiros meses com a camisola do Belenenses. No Dragão, foi adaptado a lateral esquerdo, tremeu um pouco quando Hulk surgiu
no seu corredor mas recompôs-se rapidamente e obrigou o F.C. Porto a privilegiar o flanco oposto.Bela desmarcação para o golo
de Lima. Útil.Comentar este artigo
