O F.C. Porto entrou mal no jogo mas os adeptos nem repararam. Em 13 minutos, Hulk inventou três oportunidades e foi alimentando a esperança lusa. O primeiro lance saiu bem e, quando assim é, o avançado brasileiro ganha confiança para exibições que justificam o epíteto de Incrível. Um, dois, três adversários pelo caminho, até novo pontapé furado. Faltava isso, a réstia de força para concluir lances iniciados por conta-própria. Quando Falcao surgiu para aliviar a carga e abrir caminho, Hulk não facilitou. 1-1, caminho aberto pela frente. Na etapa complementar, nova benesse, para um golo inteligente. Esperava-se um castigo máximo em força, Hulk atirou em jeito. Uma prova de maturidade para além da exuberância, para quem esperava pela aprovação em palcos europeus.
Fernando
Uma delícia. Irrepreensível. Imaculado.
Fucile
e Alvaro Pereira
O F.C. Porto repensou a estratégia face à ausência de um organizador de jogo puro e libertou as
amarras dos laterais. Fucile comprovou o crescendo de forma, com mais uma exibição plena de audácia atacante, enquanto Alvaro
Pereira soube ultrapassar emocionalmente o golo apontado na própria baliza, na embrulhada com Charalambides, e percorreu o
seu corredor sem deixar cair uma gota de suor. Sereno e empreendedor.
Bruno Alves
Um verdadeiro capitão,
imagem de raça e determinação.
Rodriguez
Os adeptos do F.C. Porto ansiavam por este regresso em pleno,
embrulhado numa polémica prontamente suavizada pelas partes. Jogou 20 minutos pela sua selecção, foi prontamente chamado por
Jesualdo Ferreira para a Taça de Portugal e marcou pontos. Tantos que repetiu a titularidade num teste com maior grau de exigência,
em plena Liga dos Campeões. Travou duelo intenso com Satsias, somando várias batalhas ganhas. Na etapa complementar, virou
organizador de jogo e emprestou agressividade ao sector intermediário dos dragões. Enorme ovação na altura da substituição.
Falcao
Não marcou, falhou um golo escandaloso até, mas reclama grande parte do mérito no primeiro golo
do F.C. Porto. Pressionou o guarda-redes do APOEL, esperou o cabeceamento desacertado de Michail e serviu Hulk em bandeja
de prata. Depois, foi à procura do seu, da festa da ordem, mas atirou incrivelmente ao lado, quando Hulk tentou retribuir
o favor. Acontece.
Hélio Pinto e Nuno Morais
Melhor o primeiro que o segundo. Hélio Pinto deixara saudades
pelo pé esquerdo promissor, lamentavelmente desaparecido antes de atingir a maturidade. De regresso aos nossos palcos, o médio
apresentou uma classe apreciável, deixando a dúvida: entre as dezenas de portugueses que jogam no Chipre, quantos são melhores
do que os estrangeiros da nossa Liga? Nuno Morais, por outro lado, teve uma noite para esquecer, com meia dúvida de erros
num verdadeiro recital de equívocos defensivos da sua equipa.
Mariano González
Enfim. Começou mal, melhorou
um pouco, quase ao ponto de merecer nota positiva. De repente, um lance dividido, uma pancada no adversário, um vermelho directo.
Assim, não dá.Comentar este artigo
