O fecho do primeiro terço da Liga ditou uma liderança partilhada. O Sp. Braga continua na frente, mesmo cedendo a invencibilidade ao peso de uma rivalidade histórica. A equipa de Domingos continua a justificar o estatuto de equipa mais sólida deste primeiro terço de Liga: a juntar à liderança, tem fechado o ciclo dos três grandes, só com vitórias. Os efeitos da derrota no D. Afonso Henriques são para avaliar nas próximas semanas, mas comparando calendários com os outros candidatos, é Braga quem tem as perspectivas mais risonhas até ao fim da primeira volta.
Figura da jornada: o golo e muito mais
Outra equipa a fechar o ciclo dos grandes sem derrotas é o Marítimo: aos empates com Benfica e Sporting juntou a vitória sobre um F.C. Porto que decididamente não se dá bem com o mês de Novembro. Mas, mesmo frente a um sub-dragão, a equipa de Van der Gaag continua a dar sinais de crescimento e já pressiona o Nacional na luta pela Liga Europa.
No mesmo patamar está o Rio Ave, ainda invicto em casa. Com João Tomás como protagonista, a equipa de Carlos Brito tornou-se o mais recente cúmplice da crise do leão: e vão cinco jornadas seguidas sem ganhar, um registo só superado por Olhanense e Belenenses, dois inquilinos do rés-do-chão.
Nos Barreiros, a frase da jornada
A saída de Paulo Bento não trouxe ingredientes novos, para desânimo dos que o viam como o principal problema em Alvalade. Tudo indicia uma depressão profunda e sem cura à vista, na forma como o Sporting deixou fugir uma vantagem de dois golos e deitou borda fora um conjunto de circunstâncias ideal para encontrar um pouco de paz de espírito.
Quente nos andares de cima, a Liga continua viva e intensa junto da classe média-baixa. Intensa de mais em Matosinhos, onde a arbitragem desastrada de João Capela retirou impacto ao hat-trick de Edgar e trouxe cenas de outros tempos de volta ao futebol português e às bancadas do Mar.
Com apenas sete pontos a separar a Europa da zona de despromoção, basta uma vitória para transformar angústias em horizontes rasgados. Que o digam Paços de Ferreira, com o melhor resultado da ronda, e o V. Guimarães, que finalmente teve um resultado condizente com a qualidade da equipa. A zona vermelha fica reduzida, para já a cinco equipas ¿ V. Setúbal, Olhanense, Belenenses, Leixões, um ponto à frente de uma Académica revitalizada, que em Leiria falhou o porto de abrigo por um minuto.
