«Foi um jogo com um vencedor justo, pois o Marítimo ganhou bem. O FC Porto nem entrou mal no jogo, mas nunca
soube impor o jogo que tinha planeado para este adversário. Foi claramente a pior exibição desde o início da temporada e nas
competições em que estamos envolvidos. É um resultado que até poderia ter sido alterado na parte final, pois a forma como
jogámos os últimos 15 minutos, em jogo directo com pouca lucidez, tivemos três situações em que poderíamos ter empatado. Mas
durante os 90 minutos, o Marítimo foi uma equipa serena e muito esperta, enquanto nós não fomos uma equipa boa, com imaginação
e assumimos isso com toda a frontalidade.»
«Ainda falta muito campeonato para jogar, mas é evidente que nos compete a todos inverter esta situação, que acontece algumas vezes. O Porto garantiu a qualificação na Champions e era previsível que fizesse um jogo melhor e não o fez. Vamos ter de analisar isso com os jogadores e a partir de amanhã há um grupo grande que vai partir para as selecções. Esse facto também impede-nos de ganhar algumas rotinas pois temos muita gente para integrar.»
[acerca de o Marítimo ter colocado muitas dificuldades]
«As dificuldades que o Marítimo nos criou, associadas
a este mau relvado, que prejudicou o Porto¿ não poderia haver a aqui um jogo com qualidade. Para nós, o mais importante é
registar esta derrota como um aviso interno e que não podemos repetir mais vezes um jogo como este. Muitas vezes só o empenhamento
como tivemos na parte final não chega. Temos de ser uma equipa serena, equilibrada e com qualidade, utilizando os processos
que nós trabalhamos todos os dias. Hoje não o fizemos e pagamos com uma derrota e como a qualidade do jogo não é boa temos
que a alterar.
[sobre se acha que houve uma relação causa/efeito com apuramento na Liga dos Campeões, que gerou euforia]
«Já estamos habituados ao longo dos anos a que esse apuramento seja uma realidade. Normalmente, após uma vitória na
Champions, vencemos na Liga. Foi uma data e um acontecimento que não foi normal e por isso temos de o analisar com calme e
retirar daí as conclusões e trabalhar no sentido de as alterar.»
[No lançamento do jogo fez um aviso em relação a este
Marítimo. Os jogadores não acreditaram nesse aviso?]
«Não se trata de não acreditar. Não tiveram argumentos, nem investimos
no jogo para que isso não viesse a acontecer. Não está em causa a seriedade dos jogadores ou que não tivessem querido fazer
isso. Às vezes não é só um grupo de onze. A equipa perdeu a coesão e o colectivo e quando fomos atrás disso já foi numa situação
de pouca lucidez e inteligência, em relação ao que sabemos fazer. Às vezes consegue-se resolver, outras vezes não e hoje perdemos
bem. Parabéns ao Marítimo.»Comentar este artigo

