Valentino Rossi (Yamaha) está a ter dificuldades em adaptar-se à nova moto. No segundo dia de testes pré-temporada MotoGP em Buriram, Tailândia, ‘Il Dottore’ completou 65 voltas no circuito e o melhor tempo que conseguiu alcançar, deixou muito a desejar: nove décimos de diferença para Marc Márquez (Honda), o mais rápido do dia.

Os problemas de origem eletrónica não foram, aparentemente, resolvidos após os primeiros sinais preocupantes em Sepang, Malásia, o que deixa o piloto de 39 anos à beira de um ataque de nervos.

"Foi um dia complicado. No começo, consegui ir mais rápido que na sexta-feira, mas então começaram a surgir muitas bolhas (nos pneus) e isso deu muito trabalho", resumiu Rossi.

"Duvido que consigamos consertar a eletrónica antes do início do campeonato. Os japoneses (Yamaha) trabalharam muito durante o inverno, mas nada nos permitiu dar um passo em frente", explicou o italiano.

Rossi tem razões para ficar preocupado. Falta um mês para o campeonato começar no Qatar (18 de março) e o piloto tem apenas “metade” de uma moto.

"O desempenho nestas motos é dividido em 50%, entre mecânica e eletrónica. A parte mecânica é composta pelo chassis, o garfo, as suspensões e o motor. Mas, há ainda dispositivos eletrónicos que o ajudam, acima de tudo, a não destruir os pneus", explicou ‘Il Dottore’ que ainda tem esperança numa solução.

"Temos de continuar a trabalhar para encontrar outras maneiras de nos ajudar a acelerar. O aspeto positivo nestes tipos de problemas, é que o facto de poderem ser resolvidos rapidamente", frisou.