DESTINO 90's é uma rubrica do Maisfutebol: recupera personagens e memórias dessa década marcante do futebol. Viagens carregadas de nostalgia e saudosismo, sempre com bom humor e imagens inesquecíveis. DESTINO: 90's.

LEANDRO: Sporting (1997 a 1999) e Santa Clara (2002/03)





Maisfutebol

«Hoje até costumo dar muitos exemplos meus aos meus atletas para os alertar sobre o que não devem fazer»,

«Amo Lisboa, aliás o meu pai queria morar aí. Fui muito novo para a Europa, sem família e infelizmente as coisas em Portugal não correram muito bem. Aconteceu muita coisa»



«Gostava de me ter focado mais fora do campo. Em Portugal vivi uma fase difícil. Se fosse mais profissional teria atingido outro nível»





Vinha de Valência. Já estava habituado à Europa. Mas sempre gostei de conhecer novas culturas, sempre fui muito curioso. Joguei no México, na Coreia…»

«Octávio foi um paizão, dava-me muitos conselhos»

«Vi-o no banco há dias. Fiquei contente»

«Ele pegava muito no meu pé, mas era a pessoa que mais me ajudava. Gostava muito dele. Era um paizão, dava-me muitos conselhos. Sei que ele tinha fama de durão, mas é bom para os jogadores. Foi o treinador que tive que mais pedia profissionalismo aos jogadores»





«Lembro-me de um hat-trick ao Belenenses, num jogo muito importante para mim porque estava a voltar depois de um problema disciplinar que me afastou da equipa. Estava meio tenso e deu tudo certo»

«Também um golo ao Mónaco, em que recebo um passe de três dedos do Pedro Barbosa para marcar. Um belo golo também, na altura fez o 3-0. Ainda um pontapé de bicicleta ao Estrela da Amadora. Fiz alguns belos golos no Sporting»

O golo ao Mónaco:



Os números de Leandro em Portugal





As desculpas a Carlos Manuel para um programa de TV



«Lembro-me bem. Bem…o que os meus companheiros zoaram de mim»

«Fiquei meio sem jeito, apresentaram-me a ideia, eu nem sabia bem como ia ser aquilo. Em cima da hora pegaram num bolo, colocaram na minha mão para eu entregar. Eu não sabia de nada, não sabia o que dizer. Acho que era o aniversário dele [Carlos Manuel]. Foi muito estranho, foi uma surpresa, fiquei sem jeito. Olhe, até o Jorge Mendes estava lá…»



«Havia o Simão Sabrosa, que era um miúdo muito talentoso. Dos portugueses dava-me muito bem com o Beto. Também o Pedro Martins. Havia alguma divisão por causa dos estrangeiros. O Afonso Martins falava francês e andava mais com o Lang, o Saber e os outros marroquinos. Eu juntava-me mais aos portugueses, ao Gimenez, «El Tigre» Ramirez…»



«Eram coisas da idade, estava sozinho na Europa. Conhece-se muita gente, há a vida noturna…Faz parte. Depois a gente cresce. Devia ter feito mais pelo Sporting, mas não me arrependo de nada»,



«Ivkovic estava sempre a provocar-me»

«Saí porque tive problemas com ele»

«Gostava que ele tivesse sido sincero comigo. Se não contava comigo, se não me queria, deveria ter dito. Não gostei como fez as coisas. Fui percebendo que não me queria pela forma como ia conduzindo as coisas»

Havia aquele adjunto grandão, que foi guarda-redes…Ivkovic! Isso! Ele provocava-me muito. Estava sempre a provocar-me. Culpava-me de todos os maus resultados. Estava sempre a picar-me e eu era explosivo, as coisas não eram fáceis.»

«Estávamos a ganhar 1-0, sofremos o empate pouco depois de eu entrar e levei com as culpas. Discuti no balneário e tudo. No dia seguinte treinei à parte e nunca mais joguei no Sporting



«Fomos treinar para um local muito frio, relvado gelado e ao apoiar o pé senti uma dor incrível no joelho. Estava a chegar, era o segundo treino e tive até vergonha de falar. O clube tinha apostado em mim, fiquei sem saber o que fazer»

«Foi uma pena, porque foi numa fase em que estava mais centrado e queria aproveitar a oportunidade para chegar a outros voos»,

«Divido a minha carreira em duas fases. Antes e depois de ter estourado o joelho. Aconteceu no Flamengo, já depois da primeira passagem pela Europa. Fiquei limitado e na altura até se falava que podia ir à seleção. No Valência e no Sporting, era um avançado móvel, depois fiquei mais jogador de área. São coisas que marcaram a minha carreira. Essa lesão e também uma passagem com pouco profissionalismo pelo Sporting»


Leandro nos tempos atuais

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