DESTINO: 90's é uma rubrica do Maisfutebol: recupera personagens e memórias dessa década marcante do futebol. Viagens carregadas de nostalgia e saudosismo, sempre com bom humor e imagens inesquecíveis. DESTINO: 90's

ANTÓNIO CARLOS: FC Porto (1992/93)



António Carlos



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«Ele acertou-me por trás. Uma e outra vez, o treino todo. E eu respondi com um soco. Vieram todos agarrar-me, mas ao Paulinho não. Fui o único a pô-lo no lugar, ele era meio panca»

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«O Paulinho foi um cobarde! E com um cobarde não há desculpas. Ele vinha de um clube pequeno [Rio Ave], nunca tinha jogado até aí [n.d.r. jogara 22 minutos contra o Union Luxembourg] e depois desse caso passou a ser titular. Muito estranho, não?»

«Uma armação!»

«O treinador Carlos Alberto Silva era um sem vergonha. Um safado. Não gostava de mim, nunca me colocou na minha verdadeira posição - eu sempre fui médio e com ele jogava a extremo esquerdo - e decidiu afastar-me dessa forma»

 Um golo de livre direto ao Sp. Farense (1m10s):





metido à besta



«Depois da confusão com o Paulinho, o Carlos Alberto foi ter com o presidente e disse: 'ou sai o António Carlos ou saio eu'. Eu adorava o presidente e ele a mim, mas perante isto o melhor foi mesmo eu sair. E voltei ao América»
António Carlos (à direita, de bigode) festeja a conquista da Supertaça



«Faltou-me um empresário para gerir aquele problema. O Paulinho César e o Aloísio eram os meus grandes amigos. Tentei entrar no círculo dos portugueses, mas não era fácil. À quinta-feira havia o almoço do vinho verde e não me convidavam. Tenho pena, precisava de mais tempo»



«Contra o Sion entrei e estive nos dois golos. Ficou 2-2 na Liga dos Campeões. Contra o Benfica marquei um penálti decisivo e ganhámos a Supertaça. No Torneio Cidade do Porto, jogado no Bessa, chamaram-se maestro e solista, compararam-me ao Madjer. Guardo até hoje o jornal com esse título»

António Carlos a brilhar no Sion-FC Porto:





«Ele tinha mentalidade tacanha. Qualquer jogador que fizesse um drible ou se destacasse estava tramado. E eu tinha essas características. Quase todos tinham medo dele, eu não. Ele chegou a obrigar-me a jogar com umas chuteiras de seis pitons, quando eu estava habituado a uma sola diferente. Exigi respeito e ele não gostou»

«O CAS não deixou»