Mourinho é uma figura incontornável do futebol mundial, um dos melhores treinadores de sempre, que já entrou para a história do jogo. A cada dia que passa parece conseguir surpreender-nos, com frases, atitudes, alterações tácticas ou contratações fantásticas. Mourinho é diferente e é sempre bom recordá-lo. Em alto e bom som (com vídeos inseridos no Youtube).
É verdade que está impedido de provar a sua qualidade em campo, aliás, ainda bem que não o faz, vendo pela pequena demonstração dada num jogo em que participou na acção de solidariedade que desenvolveu em Israel. Mas já ombreia, em termos de estatuto, com as principais estrelas do desporto, o que lhe permite fazer algumas brincadeiras menos agradáveis, como tocar na bola quando esta não saiu completamente de campo .
Antes de se dar a conhecer ao mundo, já os portugueses aturavam as suas excentricidades. Basta recordar a conferência de imprensa de apresentação no F.C. Porto, em que prometeu o título (e cumpriu). Ou, no ano seguinte, quando voltou a fazer a mesma promessa, num momento em que sentia problemas de convivência com a Liga.
Os títulos trouxeram-lhe a atenção do exterior, que soube fomentar. Momentos após a conquista da Taça UEFA, em Sevilha, evidenciava um sotaque inglês muito próprio, ainda que a viragem tenha surgido em Old Trafford, quando eliminou o Manchester United e caminhou imparavelmente para a conquista da Liga dos Campeões. Imagem de marca: sobretudo vestido, barba de três dias e celebração frenética . Três anos volvidos, a mesma atitude em Nou Camp , novamente com um empate nos últimos instantes.
Os anti-Mourinho
No mundo
do futebol não há quem não o conheça. Muito se escreve sobre ele, até há quem se arrogue a escrever um diário imaginário , mas não há sítio onde se fale tanto dele como na Catalunha. Dedicam-lhe vídeos com os feitos do Barcelona e até se dão ao trabalho de o caricaturar , mas o português responde com indiferença e total superioridade. Ao seu jeito, dá uma chapada na bandeira da comunidade , e os adeptos tentam responder-lhe com igual ironia .
O sentimento é diametralmente oposto no bairro chique de Chelsea, em Londres, onde até há quem cante o seu nome ( versão ópera ). Nos treinos reinava a boa disposição , e os cómicos também estão atentos , com imitações recorrentes . Sinais de que estamos perante um fenómeno tão sério, capaz de gritar em plenos pulmões: «The World is Mine» .Comentar este artigo
