Como é hábito, está na hora de fazer as contas finais, após o término da Liga 2017/18.  Como sempre foi um ano de figuras, recheado de revelações e deceções e também de pontos baixos e altos.

O Maisfutebol analisou a edição do campeonato por aquilo que foi e, também, por aquilo que não foi, nomeadamente no que diz respeito a quem ficou aquém do esperado. Apresentamos, também, os onzes mais utilizados na Liga por cada um dos 18 emblemas.

Fica então aqui, o balanço do campeonato que terminou no último domingo. Para o ano há mais.

FC PORTO, 1.º classificado (88 pontos)

A FIGURA: Moussa Marega - Virou do avesso a imagem que os portistas tinham dele. Já tinha feito uma época muito boa em Guimarães, mas este ano superou todas as expetativas. 22 golos em 28 jogos, números que o consagram como a figura-maior dos dragões. O facto do FC Porto ter sentido de sobremaneira a sua falta durante o período em que esteve lesionado, diz muito da importância do franco-maliano.

A REVELAÇÃO: Ricardo Pereira - Partiu para França menino e regressou homem. Um dos indiscutíveis de Sérgio Conceição tanto no correr direito tanto à frente como atrás. Útil o tempo todo.

A DECEÇÃO: Corona - Começou bem a época, mas foi perdendo fulgor e acabou relegado para o banco de suplentes. Voltou a ser bastante irregular, pese embora a participação em 27 jogos. Exige-se mais a um jogador que está há três anos no clube.

MELHOR MOMENTO: Ultrapassagem para o título - O triunfo no Estádio da Luz permitiu ao FC Porto recuperar a liderança perdida e embalar definitivamente para o título. Inesquecível o pontapé fulminante de Héctor Herrera, muitas vezes considerado o «patinho feio» da equipa.

PIOR MOMENTO: derrota no Restelo - Este jogo mostrou uma FC Porto nunca antes visto: amorfo, inconstante e incapaz. Se a derrota em Paços de Ferreira foi encarada como um tropeção na caminhada triunfal, o desaire em Belém significou a perda da liderança e fez, sem dúvida, soar os alarmes.

Onze base: Casillas, Ricardo, Felipe, Marcano, Alex Telles; Corona, Herrera, Danilo e Brahimi; Marega e Aboubakar.

BENFICA, 2.º classificado (81 pontos)

A FIGURA: Jonas - Provou que é como o vinho do Porto: quanto mais velho, melhor. Aos 34 anos, sobreviveu aos problemas físicos e atingiu a melhor época de águia ao peito no campeonato, terminando com 34 golos.

A REVELAÇÃO: Rúben Dias - Poucos se lembram que iniciou a época na equipa B. Aproveitou a vaga de lesões na zona central para se estrear no Bessa. Ainda teve de esperar alguns jogos até agarrar, em definitivo, a titularidade. Fernando Santos agradece a aposta de Vitória.

A DECEÇÃO: Gabriel Barbosa - Esteve longe de confirmar a alcunha de «Gabigol» conquistada no Brasil. Jogou escassos 13 (!) minutos na Liga e recebeu guia de marcha em dezembro. A maior aposta falhada da temporada dos encarnados.

MELHOR MOMENTO: nove vitórias seguidas para acalentar o sonho - Depois de tropeçar no Restelo, o Benfica deu início a uma série de nove vitórias consecutivas e isolou-se no primeiro lugar. Parecia ter iniciado uma caminhada imparável rumo ao penta, até surgir o míssil de Herrera.

PIOR MOMENTO: Segunda derrota seguida na Luz - O inesperado tropeção na pior altura possível. Ainda na ressaca do Clássico com o FC Porto, a receção ao Tondela transformou-se no jogo que despedaçou o sonho do penta campeonato. O título ficou à mercê dos azuis e brancos.

Onze base: Bruno Varela, André Almeida, Rúben Dias, Jardel e Grimaldo; Fejsa, Pizzi e Zivkovic; Salvio, Jonas e Cervi.

SPORTING, 3.º classificado (78 pontos)

A FIGURA: Bruno Fernandes - Recrutado à Sampdoria, pegou de estaca na equipa dos leões e foi, de longe, o melhor elemento. Golos e assistências de todas as formas e feitios, para além de um pulmão inesgotável. À atenção do selecionador nacional.

A REVELAÇÃO: Piccini - Longe de ser um novato foi, ainda assim, um estreante. Foi ver, chegar e agarrar o lugar. Pese embora alguns problemas físicos, disputou 24 jogos, o que diz muito da sua importância na equipa leonina.

A DECEÇÃO: Doumbia - O reforço mais sonante dos leões foi também o que mais desiludiu. Muito longe do nível que mostrou no passado, jogou apenas 508 minutos.

MELHOR MOMENTO: Goleada de verão Guimarães - O rugido do leão era ensurdecedor no início do ano. Na deslocação mais difícil da fase prematura da época o leão banalizou o quarto classificado da última edição da Liga. Um resultado que augurava boas perspetivas.

PIOR MOMENTO: Derrota no Clássico - O desaire frente ao FC Porto no Estádio do Dragão, deixou os leões praticamente de fora da corrida pelo título. O próprio Jesus admitiu-o, quando ainda faltavam nove jornadas para disputar.

Onze base: Rui Patrício, Piccini, Coates, Mathieu e Coentrão; Gelson, William, Battaglia, Acuña; Bruno Fernandes e Bas Dost

SP. BRAGA, 4.º classificado (75 pontos)

A FIGURA: Ricardo Esgaio - Dispensado do Sporting, foi aproveitado até ao limite em Braga. O «Robocop» assumiu-se como uma das figuras da grande campanha minhota, tanto a lateral, como a extremo. Terceiro jogador mais utilizado por Abel.

A REVELAÇÃO: Paulinho - Nem Dyego Sousa, nem Hassan e muito menos Muric. O goleador-mor dos bracarenses, que foi recrutado ao Gil Vicente, foi o marcador português na Liga, com 13 golos. Nada mau para a época de estreia no escalão principal do futebol português.

A DECEÇÃO: João Carlos Teixeira - Tarda em demonstrar o potencial que evidenciou no período de formação. Titular em apenas sete jogos da Liga.

MELHOR MOMENTO: maior goleada da Liga - Foram seis os golos que os bracarenses marcaram na Amoreira, a maior goleada do campeonato a par com a «chapa 6» do Benfica ao Vitória Setúbal.

PIOR MOMENTO: a luta pelo segundo lugar bate na trave - A igualdade a uma bola frente ao Boavista, impediu os bracarenses de disputarem o segundo lugar até ao último segundo. Se o penálti no período de compensação, batido por Dyego Sousa, não tivesse batido na barra…

Onze base: Matheus; Goiano, Raul Silva, Bruno Viana e Jefferson; Esgaio, Vukcevic, André Horta e Ricardo Horta; Wilson Eduardo e Paulinho.

RIO AVE, 5.º classificado (51 pontos)

 

A FIGURA: Pelé - Órfãos de Rúben Ribeiro, os vila-condenses viram Pelé assumir-se como o farol da equipa. Fez a melhor época da carreira (sete golos em 31 jogos).

A REVELAÇÃO: João Novais - Época de explosão. Ao contrário do ano anterior, na qual não marcou qualquer golo, esta época assinou oito golos e revelou-se um especialista na cobrança de livres diretos. Um jogador a seguir com atenção.

A DECEÇÃO: Gabrielzinho - Contratação mais cara da história do Rio Ave. Um jogo como titular na Liga e nenhum golo marcado.

MELHOR MOMENTO: empate delicioso na Capital do Móvel - Como é que um jogo sem golos foi o melhor momento da época vila-condense? Simples. Um ponto chegou para segurar o quinto lugar e igualar a melhor classificação de sempre da história do clube.

PIOR MOMENTO: goleada no Dragão - A série negra atingiu o seu clímax frente aos portistas. Foi a derrota mais pesada da época.

Onze base: Cássio; Lionn, Marcelo, Monte e Yuri Ribeiro; Pelé, Tarantini e Geraldes; Barreto, Guedes e Novais.

DESPORTIVO DE CHAVES, 6.º classificado (47 pontos)

A FIGURA: Matheus Pereira - Aposta ganha. Emprestado pelo Sporting, foi quase sempre o toque extra de qualidade da equipa flaviense. Completamente preparado para o retorno à casa-mãe.

A REVELAÇÃO: Domingos Duarte - Mais até do que revelação, foi o ano da maturação plena. Cresceu ao lado Maras, com quem formou uma das duplas de centrais mais interessantes da Liga.

A DECEÇÃO: Rúben Ferreira - Viveu meia temporada na sombra de Djavan. Saiu para o Marítimo com quatro jogos realizados na Liga.

MELHOR MOMENTO: reviravolta para a história - A um minuto do final perdia por 2-1. Chegou ao 2-3 e agarrou o sexto posto, uma das melhores campanhas na história do emblema de Trás-os-Montes.

PIOR MOMENTO: Quinta derrota em seis jogos - O ciclo negro agudizou-se no Dragão e Luís Castro colocou o lugar à disposição. O resto foi história.

Onze base: Ricardo Nunes; Paulinho, Domingos Duarte, Maras e Djavan; Jefferson, Tiba e Bressan; Matheus Pereira, William e Davidson;

MARÍTIMO, 7.º classificado (47 pontos)

A FIGURA: Ricardo Valente - Melhor época de sempre na Liga. Aos 27 anos, está na plenitude dos seus recursos.

A REVELAÇÃO: Joel Tagueu - Apesar de ter chegado apenas em janeiro, foi a tempo de se tornar no melhor marcador dos insulares na Liga. Em apenas 15 jogos apontou nove golos. Qualidade que merece um olhar atento.

A DECEÇÃO: Erdem Sen - De indiscutível a dispensável. Apenas três jogos na Liga a titular.

O MELHOR MOMENTO: vitória frente ao V. Setúbal - Num contexto extremamente delicado, devido ao clima de suspeição criado após o jogo da Luz, o Marítimo abateu o Vitória e arrancou uma das melhores exibições da época.

O PIOR MOMENTO: nove jogos seguidos sem vencer  - Ainda que tenha defrontado o Sporting e o FC Porto, perdeu frente ao Desportivo de Chaves e ao Rio Ave, concorrentes diretos na luta pelo quinto lugar.

Onze base: Charles, Bebeto, Zainadine, Pablo e Rúben Ferreira; Gamboa, Fábio Pacheco, Jean Cléber; Ricardo Valente, Joel Tagueu e Rodrigo Pinho.

BOAVISTA, 8.º classificado (45 pontos)

A FIGURA: Vagner - O único totalista do Boavista.Na sua posição, foi dos melhores da Liga.

A REVELAÇÃO: Raphael Rossi - Contratado ao Swindon Town, não demorou muito a afirmar-se no onze e a tornar-se uma das melhores peças do xadrez

A DECEÇÃO: Rui Pedro - De alternativa a André Silva no FC Porto à condição de eterno suplente no Bessa. Começou apenas quatro jogos de início e apontou um golo. Longe de cumprir o que prometeu.

O MELHOR MOMENTO: A pantera atirou a águia ao tapete - Na estreia de Jorge Simão, o Boavista aplicou a primeira derrota ao Benfica na Liga. Um jogo que provou que os encarnados não estavam tão fortes como no ano anterior. Seguiram-se mais três jogos sem perder, o melhor registo de 2017/18.

O PIOR MOMENTO: pesadelo em Tondela - A maior reviravolta da primeira metade Liga. A vencer por 2-0 à entrada para o último quarto de hora, o Boavista saiu derrota por 3-2. Doloroso.

Onze base: Vagner, Carraça, Raphael Rossi, Sparagna e Talocha; Idris, David Simão, Fábio Espinho; Renato Santos, Rochinha e Yusupha.

VITÓRIA, 9.º classificado (43 pontos)

A FIGURA: Raphinha - De promessa a certeza. Goleador máximo do Vitória com 15 golos. Talento puro que o Sporting já agarrou.

A REVELAÇÃO: Konan - Mais uma confirmação que uma revelação. Se na época passada entrou na equipa apenas à 11.ª jornada, este ano foi dono e senhor do corredor esquerdo. Tem 22 anos e uma margem de progressão enorme.

A DECEÇÃO: Francisco Ramos - Não confirmou no Berço as credenciais exibidas no FC Porto B. Seis jogos como titular espelham um ano muito aquém.

O MELHOR MOMENTO: goleada em Tondela - A mais gorda vitória da época foi conseguida fora de casa: 1-4.

O PIOR MOMENTO: Adeus a Pedro Martins - Cinco golos sofridos fizeram corar de vergonha os adeptos vitorianos. Uma goleada histórica, que vai demorar a ser esquecida. Nem Pedro Martins sobreviveu ao poder de fogo dos arsenalistas.

Onze base: Douglas, João Aurélio, Pedrão, Jubal e Konan; Rafael Miranda, Wakaso e Hurtado; Raphinha, Rafael Martins e Héldon.

PORTIMONENSE, 10.º classificado (38 pontos)

A FIGURA: Fabrício - Nunca tinha apontado tantos golos. 15 tentos distribuídos por 29 jogos. Aos 28 anos está em ponto rebuçado e a reclamar outros palcos.

A REVELAÇÃO: Nakajima - Um dos maiores talentos da Liga. Classe e irreverência são o seu cartão-de-visita. Além de assistências, marcou dez golos e interessados não faltam. Por onde irá continuar a carreira?

A DECEÇÃO: Inácio - Despareceu tão rápido como chegou. Com um minuto nas pernas (!) em seis meses, regressou ao Olival na reabertura do mercado.

MELHOR MOMENTO: «remontada» ÉPICA - É a palavra que melhor define a reviravolta do Portimonense na receção ao Moreirense. Aos 52 minutos os algarvios estavam a perder 3-0. Em cima do minuto noventa estavam a perder 2-3 e venceram por 4-3. Porventura, o jogo mais espetacular da Liga.

PIOR MOMENTO: Derrota na Luz - Quatros desaires seguidos nos cinco primeiros jogos, anteviam vida difícil para o Portimonense no regresso ao palco principal. Puro engano.

Onze base: Ricardo Ferreira, Hackman, Rúben Fernandes, Lucas e Lumor; Pedro Sá, Ewerton e Dener; Wellington Carvalho, Nakajima e Fabrício.

TONDELA, 11.º classificado (38 pontos)

A FIGURA: Tomané - Contratação em cheio. Ano mais prolífero da carreira. Aos 25 anos, está perto do auge.

A REVELAÇÃO: Tyler Boyd - Aproveitou cada minuto para provar o seu valor. A cedência aos beirões tornou-se um luxo para o Vitória.

A DECEÇÃO: Fahd Moufi - Chegou do Lyon, mas não convenceu. Aos quatro minutos do jogo de estreia foi expulso e só voltou a jogar mais uma vez.

MELHOR MOMENTO: Um ponto epopeico para lá do Marão - Aos 22 minutos o Tondela perdia por 1-0 e tinha um jogador a menos. Já com o jogo empatado, viu-se reduzido a nove elementos a trinta e quatro minutos do final. Um ponto do fundo da alma.

PIOR MOMENTO: goleada caseira ao Benfica - Pior resultado da época, que gerou um clima de suspeição em torno da equipa. Infundado como se veio a comprovar.

Onze base: Cláudio Ramos; David Bruno, Ricardo Costa, Jorge Fernandes e Joãozinho; Hélder Tavares, Bruno Monteiro, Pedro Nuno, Miguel Cardoso, Tyler Boyd e Tomané.

BELENENSES, 12.º classificado (37 pontos)

A FIGURA: André Sousa - Mais uma temporada acima da média. A par de Gonçalo Silva, é uma das referências da equipa.

A REVELAÇÃO: Nuno Tomás - Pegou de estaca no eixo defensivo e foi o quinto jogador do plantel com mais minutos na Liga. Nem mesmo as mudanças no comando técnico lhe tiraram regularidade.

A DECEÇÃO: Roni - Emprestado pelo São Paulo, teve apenas sete aparições na Liga. Nem o facto de ter feito um golo o ajudou a permanecer no Restelo. Desvinculou-se do clube brasileiro e rumou à Turquia.

MELHOR MOMENTO: goleada na Feira - Desde 2010 que o Belenenses não marcava mais de três golos na Liga. O início auspicioso deixava no ar a possibilidade de lutar pela Europa. Era cedo de mais, porém.

PIOR MOMENTO: Fim de Paciência - A derrota com o Rio Ave agudizou o período negativo dos azuis do Restelo e precipitou a saída de Domingos Paciência.  

Onze base: Muriel, André Geraldes, Gonçalo Silva, Nuno Tomás e Florent; Diogo Viana, Yebda, André Sousa e Fredy; Maurides e Licá.

DESPORTIVO DAS AVES, 13.º classificado (34 pontos)

A FIGURA: Nildo Petrolina - De elemento regular a decisivo, sobretudo após a chegada de José Mota. Na memória ainda está o golo apontado na «final» contra o Estoril.

A REVELAÇÃO: Amilton Silva - Resgatado ao moribundo TSV Munique, recuperou o estatuto e fez a melhor época em Portugal, a todos os níveis. Aposta ganha, sem dúvida.

A DECEÇÃO: Washington - Dez jogos em meia época e longe do nível apresentado no ano anterior no Nacional. Rumou a outras paragens em janeiro.

MELHOR MOMENTO: stop ao Dragão - Primeiros pontos perdidos pelo FC Porto frente a uma equipa não candidata ao título. Poderia ter sido o ponto de viragem da era de Lito Vidigal.

PIOR MOMENTO: O sonho de uns é o pesadelo de outros - A derrota perante o P. Ferreira do estreante João Henriques, provoca a saída de Lito Vidigal.

Onze base: Facchini, Rodrigo Soares, Ponck, Diego Galo e Lenho; Falcão, Nildo Petrolina e Vítor Gomes; Amilton, Derley e Salvador Agra.

 

VITÓRIA FUTEBOL CLUBE, 14.º classificado (32 pontos)

A FIGURA: Edinho - Avocou o papel de goleador depois da saída de Paciência. Pontapés livres e grandes penalidades, representaram a maior fatia de golos do veterano avançado. Época em cheio, a melhor desde que chegou ao Bonfim.

A REVELAÇÃO: Gonçalo Paciência - Mostrou sinais de crescimento. Foi o abono de família do Vitória na primeira meta da época. O registo de cinco golos em 18 jogos valeu-lhe o regresso ao FC Porto logo em janeiro.

A DECEÇÃO: Thomas Rodríguez - Chegou em janeiro por empréstimo do Génova. Se em Itália jogou apenas dez minutos, em Setúbal conseguiu fazer bem pior: nenhum minuto disputado.

MELHOR MOMENTO: Triunfo frente ao Belenenses - O Vitória sentiu o sabor do triunfo três meses depois, com um resultado expressivo: 3-0.

PIOR MOMENTO: derrota com o FC Porto em casa - Perder em casa nunca é bom e ser goleado muito menos. Ao intervalo os portistas já venciam por 3-0 e na segunda parte construíram a derrota mais pesada do Vitória em casa.

Onze base: Cristiano, Arnold Issoko, Vasco Fernandes, Pedro Pinto e Nuno Pinto; Costinha, Tomás Podstawski, Nenê Bonilha e João Teixeira; Edinho e João Amaral.

MOREIRENSE, 15.º classificado (32 pontos)

A FIGURA: Tozé - Aproveitou ao máximo o empréstimo do Vitória. Atingiu o nível que fez dele uma das promessas da formação do FC Porto e convenceu o público do D. Afonso Henriques a dar-lhe nova oportunidade.

A REVELAÇÃO: Alfa Semedo - Nunca perdeu o estatuto de imprescindível, pese embora as trocas no banco. Tanto a central como a médio mais defensivo provou que não foi por acaso que passou pela formação do Benfica.

A DECEÇÃO: Matheus Reis - Chegou despercebido e assim continuou até ao final. Esteve em campo escassos 14 minutos. Provavelmente, após seis infelizes meses, irá ser devolvido ao São Paulo.

MELHOR MOMENTO: Quatro vitórias caseiras - O triunfo ante o Rio Ave permitiu ao Moreirense igualar a melhor série de sempre do emblema de Guimarães nos jogos em casa. Há mais de uma década que o Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas não assistia tal sucessão de resultados.

PIOR MOMENTO: A despedida de Sérgio Vieira - A remontada canarinha em Moreira de Cónegos precipita a saída do técnico. Sexta mudança no comando técnico em dois anos.    

Onze base: Jhonatan, Sagna, Aberhoune, Iago e Rúben Lima; Alfa Semedo, Neto e Bilel Aouacheria; Arsénio, Tozé e Zizo.

FEIRENSE, 16.º classificado (31 pontos)

A FIGURA: Tiago Silva - O jogador que acrescenta classe ao meio-campo do Feirense. É um dos homens de confiança de Nuno Manta ou não fosse ele o mais utilizado. Inexplicavelmente, esteve dois anos cedido pelo Belenenses.

A REVELAÇÃO: Caio Secco - Indiscutível e decisivo na luta pela permanência. Afirmou-se como um dos bons guarda-redes da Liga.

A DECEÇÃO: João Graça - João Costa, antigo colega nos dragões, elegeu-o como o melhor da sua geração. Pois bem, em Santa Maria da Feira, o seu talento como que se eclipsou. Disputou apenas 235 minutos dos 3060 possíveis.

MELHOR MOMENTO: a manutenção sobre a meta - 0-0 no derradeiro jogo da época valeu a manutenção. Ninguém festejou tanto um empate nesta edição da Liga como os fogaceiros. Tudo dito.

PIOR MOMENTO: derrota com o Benfica - O desfecho da partida é pouco condenável. Ainda assim, este desaire a juntar a uma conjugação de resultados, atirou o Feirense para a zona de despromoção. Momento duro a sete jornadas do final.

Onze base: Caio Secco, Jean Sony, Flávio Ramos, Luís Rocha e Alex Kakuba; Babanco, Tiago Silva e Etebo; Edson, João Silva e Hugo Seco.

PAÇOS DE FERREIRA, 17.º classificado (30 pontos)

A FIGURA: Pedrinho . Formado no rival Freamunde assumiu-se como a alma da equipa e o patrão do sector intermédio. Desperta cobiça noutras paragens.

A REVELAÇÃO: Luiz Phellype - Aproveitou a saída de Welthon para ser a referência ofensiva. Atingiu o estatuto de goleador da equipa. Dificilmente permanecerá na Capital do Móvel.

A DECEÇÃO: Hêndrio - A passagem pelas escolas do Barcelona aumentou as expectativas. Contudo, o brasileiro tratou prontamente de as arruinar. Jogou somente 52 minutos.

MELHOR MOMENTO: Fim da era Vasco Seabra - A goleada por 6-1 no Dragão, à 9.ª jornada, precipitou a mudança de treinador. Curiosamente, dias antes, Pedro Emanuel tinha saído do Estoril, a outra equipa despromovida. O desfecho foi semelhante.

PIOR MOMENTO: descida consumada - O cenário parecia pouco provável, embora se tenha tornado real à medida que o P. Ferreira acumulava jogos sem vencer. Nos últimos seis jogos, fez dois pontos em 21 (!). Ao fim de treze anos, viu o regresso à Segunda Liga carimbado em Portimão.

Onze base: Mário Felgueiras, Bruno Santos, Miguel Vieira, Marco Baixinho e Quiñones; André Leão, Pedrinho e Vasco Rocha; Mabil, Xavier e Luiz Phellype.

ESTORIL, 18.º classificado (30 pontos)

A FIGURA: Lucas Evangelista - Elemento imprescindível na equipa. Não foi por ele que os canarinhos desceram. Tanto deve como merece continuar na Liga.

A REVELAÇÃO: Pepê Rodrigues - Numa época com poucos pontos positivos, o internacional sub-21 deixou alguma curiosidade para o ver em outro ambiente. Um dos bons estreantes da Liga.

A DECEÇÃO: Abner - Chegou cedido pelo Real Madrid. Mostrou tão pouco que em janeiro foi devolvido.

MELHOR MOMENTO: o abate ao leão - O Sporting estava invicto nas provas internas e perto do líder FC Porto. A Amoreira não foi praia para o leão que ao intervalo já perdia por 2-0, num dos melhores jogos dos canarinhos.

PIOR MOMENTO: 11 jogos sem vencer - Apenas o Belenenses conseguiu pintar um quadro ainda mais negro na Liga. Durante este período passaram três treinadores pelo banco dos canarinhos – Pedro Emanuel, Filipe Pedro e Ivo Vieira – e o cenário pouco ou nada se alterou.

Onze base: Renan Ribeiro, Fernando Fonseca, Halliche, Pedro Monteiro e Mano; Lucas Evangelista, Eduardo e Pepê Rodrigues; Allano, Kléber e André Claro.

Artigo atualizado