Fabianski, que desastre!
Foi provavelmente o maior responsável pela vitória do F.C. Porto, o que diz tudo sobre a exibição do polaco. Desviou para a própria baliza um centro de Varela, abrindo o marcador, agarrou um atraso de Sol Campbell e ainda deu a bola a Ruben Micael para assistir Falcao no segundo golo. São precisas mais palavras?
Rolando, uma noite quase perfeita
Uma grande exibição. No último minuto, por exemplo, roubou o golo a Fabregas com um corte no limite. Mas fez muito mais do que isso. Imperial nos ares, seguro pelo chão, atento nos cortes, parou várias vezes o ataque do Arsenal. Só por uma vez, aliás, Bendner lhe ganhou nas alturas, obrigando Helton a excelente defesa.
Hulk, não há milagres!
Foi contestado praticamente durante todo o tempo. O que até se aceita, mas também se pode criticar: era impossível a alguém que está parado há dois meses fazer melhor. Só por uma vez esteve ao seu nível: picou a bola sobre Sol Campbell e rematou para boa defesa de Fabianski. Definitivamente, não há milagres.
Varela, muito bom enquanto durou
Entrou em grande no jogo. Foi dele, aliás, o primeiro golo, se bem que a intervenção de Fabianski tenha sido decisiva para o sucesso da jogada. Depois disso ganhou confiança e partiu para vários duelos individuais sem medo. Durante minutos foi o maior desequilibrador do ataque. Com o tempo, escondeu-se jogo.
Helton, alimentou a vitória
Uma noite de nota alta. Sobretudo na primeira parte, o brasileiro foi fundamental. Por três vezes, aliás, voou a segurar golos certos do Arsenal: a primeira a remate de Nasri, a segunda a remate de Rosicki e por fim a parar em grande estilo um cabeceamento de Bendtner. No golo de Campbell, terá sido o menos culpado.
Falcao, tanto tentou que conseguiu
Um jogo que impressionou pela forma como lutou. Lutou, lutou, lutou. As coisas nem sempre lhe correram bem, até porque não teve muitas oportunidades de finalizar, mas nem por isso correu menos. O imenso esforço foi premiado quando aproveitou a inteligência de Ruben Micael para garantir a vitória.
Raul Meireles, um regresso que valeu a pena
Não fez uma exibição de encher o olho, como quase toda a gente no F.C. Porto teve falhas, mas fez uma exibição francamente agradável. Sobretudo pelo nervo que ofereceu à equipa, recuperando várias bolas e tentando jogar simples, ao primeiro toque, dando velocidade ao jogo. Um regresso que valeu a pena.
Sol Campbell, 35 anos, o regresso e um golo
A história do central dava um livro. Ele que, recorde-se, foi contratado ao Notts County, do quarto escalão, em Janeiro, e aos 35 anos dá um segundo fôlego à carreira. Um bom fôlego, aliás. Fez o golo do Arsenal (não marcava há mais de dois anos), controlou o raio de acção e saiu incólume da derrota no Dragão.