Hulk atravessa um excelente momento de forma e foi decisivo na vitória de Istambul, marcando dois golos quando o F.C. Porto estava reduzido a dez elementos. Os dragões terminariam o encontro com dois homens a menos, após o segundo amarelo mostrado a Fernando.

André Villas-Boas está preparado para o assédio ao brasileiro, mas sabe que o F.C. Porto está protegido, em termos negociais. «Ainda falta muito tempo para o mercado reabrir. O Hulk tem sido um jogador potenciado por um colectivo que está forte. Expliquei isso mesmo ao Hulk e aos outros jogadores. Quando assim é, os jogadores descobrem coisas novas. Em relação a anos anteriores, estará a ser potenciado de forma diferente», começou por dizer.

«O Hulk tem uma cláusula de rescisão inatingível, portanto o clube que se sente à mesa com o F.C. Porto em Janeiro ou no final da época, terá vida muito difícil», frisou, descartando falar de uma dependência da equipa em relação ao brasileiro: «Tivemos dois jogos extremamente importantes sem o Hulk, devido a um problema familiar dele, e tivemos dois resultados excelentes, 3-0 ao Beira Mar e ao Genk. Claro que trocaríamos isso pela resolução do problema familiar dele. Mas como disse aos jogadores, só a vivência e a absorção de novos hábito permite a potenciação das suas qualidades.»

«Porto podia ter sido campeão com Hulk»

Questionado sobre o tema, o treinador do F.C. Porto admitiu que a equipa poderia ter lutado pelo título com outros argumentos, caso Hulk e Sapunaru não tivessem sido castigados após o clássico no Estádio da Luz: «Acho que o Porto podia ser campeão, se o Hulk não tivesse sido castigado, sobretudo na fase em que foi. Eram cinco pontos, são distâncias recuperáveis. Penso que com Hulk e Sapunaru, o F.C. Porto estaria a discutir o título de outra forma, até ao fim.»

«Muitos dos jogadores estão a um nível superior, até dizem que o Porto tem um plantel como nunca teve, embora os jogadores sejam os mesmos. Estão é potenciados», explicou o jovem técnico, acrescentando: «Na nossa fase crítica de pré-época, pelo menos para vocês, partilhei um sentimento, dizendo que o F.C. Porto que continuasse a ganhar seria o Porto de sempre, enquanto o Porto que perdesse seria sempre o Porto de André Villas-Boas. Esse seria o entendimento fácil.»

André Villas-Boas fala de uma mistura entre hábitos adquiridos no passado recente e princípios implementados pela sua equipa técnica. «Lutamos sempre pela implementação de princípios, semana a semana, sabendo que há hábitos dos últimos quatro anos que estão adquiridos. Óptimos hábitos, claro. Portanto, é um misto das duas coisas. Não mudámos tudo, nem o Porto continua a ganhar porque antes já ganhava. Só essa conjugação total de ideias permite este Porto actual», rematou.

[artigo original: 13h38]