Mas não foi só de treinadores que Pinto da Costa falou. O presidente comentou, ao longo de largos minutos de discurso para uma plateia sedenta de explicações, e justificou também, por exemplo, as contratações ou o excesso número de brasileiros. Foram considerações traçadas durante mais uma noite de «Tertúlia Comercia», esta segunda-feira sobre a época portista, no Palácio da Bolsa, organizada pelo Comércio do Porto e pela Associação Comercia Portuense.
Couceiro
«Depois de Fernández encontrámos José Couceiro. Estava aqui perto,
em Setúbal, e era um disciplinador para colocar o balneário na ordem. Conseguiu fazê-lo, fez um bom trabalho, mas acabou em
segundo lugar o que para nós não é bom. É óbvio que esta época mostrou jogadores que não têm estrutura mental para representar
o F.C. Porto, mas isso não tem nada a ver com José Couceiro. O treinador foi contratado com o objectivo de ser campeão ou
ficar em segundo lugar, sendo que no final da época podia seguir o seu caminho ou ficar como adjunto de um nome forte internacional,
porque entendíamos que devia haver um nome internacional forte. Ele preferiu seguir o seu caminho, mas há que salientar que
foi sempre de uma grande seriedade e vestiu a camisola do F.C. Porto».
As contratações
«Os jogadores são
como os melões, só depois de abertos é que se vê se são bons. Mesmo assim não me digam que não substituímos bem os que saíram.
Não me digam que o Fabiano, que o Seitaridis, que o Leandro, que o Diego, que o Ibson, que o Quaresma são más contratações.
Falharam, é verdade, falhámos todos, mas se fosse agora voltava a contratá-los. Além disso, para o lugar do Paulo Ferreira
contratámos Seitaridis que foi o melhor lateral do Euro, para o lugar do Deco contratamos o Diego que tem vinte anos e que
acabara de vencer a Taça das Confederações, para a frente de ataque contratámos o Luís Fabiano que estava rotulado de craque,
que é internacional brasileiro e que tinha vencido a Taça Libertadores, e o lugar de Ricardo Carvalho, que é absolutamente
insubstituível, decidimos ocupá-lo da melhor forma sendo que da melhor forma era através de Ricardo Costa, Pedro Emanuel e
Jorge Costa».
Excesso de brasileiros
«Criou-se uma ideia generalizada de que o mal do F.C. Porto era ter
tantos brasileiros no plantel. Quantos brasileiros como o Ibson gostavam de ter nos planteis das vossas equipas? Eu gostava
de ter dez. O problema não é a nacionalidade, é o problema é o brasileiro, ou português ou seja o que for não tem a estrutura
e a mentalidade do Ibson, o problema é o brasileiro, ou português ou seja o que for amuar ao primeiro problema. Se há brasileiros
a mais não é no F.C. Porto, é no departamento de quem escolhe o Ricardo para guarda-redes da Selecção Nacional».Comentar este artigo

