Acho que fiz uma grande época, mas penso que de um grupo de quatro ou cinco jogadores do F.C. Porto qualquer um poderia receber esse prémio. Se alguém tinha que receber esse prémio só podia ser jogador do F.C. Porto.
Porque foi a equipa mais regular?
Sim. Porque o primeiro lugar sempre foi nosso. Porque
nunca demos chances ao Sporting ou ao Benfica para sentirem o sabor do primeiro lugar. Fizemos todos um grande campeonato
e de entre esses cinco jogadores qualquer um deles podia receber o prémio. Não vou falar de nomes, mas no F.C. Porto há jogadores
muito bons e muito importantes. Espero que este ano não saiam, pois fazem muita falta ao clube.
Já falou do crescimento
que teve. Até onde pensa que pode chegar? Que Quaresma teremos na próxima época?
Pode-se esperar que irei tentar
fazer o meu melhor para fazer uma época ainda melhor do que esta, mas ainda é cedo para dizer onde posso chegar. Vivo o meu
dia-a-dia e não gosto de pensar que já fiz tudo o que tinha para fazer, pois ainda sou muito novo.
Sente que ganhou
respeito nesta época?
Sim. Penso que ganhei respeito, sobretudo por parte daquelas pessoas que duvidaram do meu
valor. Essas pessoas se calhar hoje em vez de criticar já têm que admitir o valor que tenho e isso deixa-me contente.
O
que foi mais determinante neste F.C. Porto? Foi o Quaresma ou foi o grupo?
Foi o grupo. Como já disse, o grupo foi
fantástico. Na equipa que jogou regularmente todos estiveram bem. Não vamos dizer que o Quaresma levou o F.C. Porto ao título
ou que resolveu jogos, pois se resolvi foi graças aos meus companheiros. Todos fizemos um grande campeonato e estamos de parabéns
por isso.
Está a inventar alguma jogada?
Não gosto de inventar nada. O que tiver que sair sai. A trivela
no Europeu não resultou muito e se calhar já muita gente tenta dar as trivelas. Se consegue ou não, não sei. Eu consigo muito
bem.
Com que sentimento parte para férias?
Agora quero limpar a cabeça do Europeu. Descansar e estar com
a minha família, que é o mais importante, e pensar neles. Depois, quando voltar ao Porto, volto a pensar no futebol.
Quem
é neste momento o seu ídolo?
É o meu irmão.
Mas isso já era há anos. Ainda ninguém superou a admiração
que tem pelo Alfredo?
Não. O meu ídolo sempre será ele. Foi ele que me ensinou muita coisa na vida. É ele que me
tem dado força para muita coisa por isso só tenho que lhe agradecer. Ele também podia ter chegado longe, mas na vida é preciso
sorte e ele não teve. Não quer dizer que eu tenha mais valor do que ele¿ Sempre me transmitiu muita coisa e desde miúdo sempre
me ajudou nos momentos difíceis. Quando as coisas correm bem ele raramente fala comigo, quando correm mal está lá sempre.
Quando estamos nos momentos maus é que vemos quem nos quer bem e eu tenho uma grande família, por isso só quero estar com
eles neste momento.
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