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F.C. Portonotícia
10 da secção "F.C. Porto"
2006-07-30 22:37h

F.C. Porto-Roma, 1-0 (crónica)

A melhor novidade é não haver novidadesPor Luís Sobral
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Um F.C. Porto de serviços mínimos apresentou-se aos adeptos sem novidades e com uma vitória simples sobre a Roma, colega italiano na fase de grupos da Liga dos Campeões. O espectáculo foi bonito antes e depois do jogo. Nos 90 minutos Co Adriaanse terá sido um dos poucos entusiasmados. Afinal, viu em acção quase todos os 26 futebolistas de que dispõe neste altura.

Uma dos grandes pontos de interesse para o campeão nacional, esta época, é perceber como funcionará o esquema de Co Adriaanse na Europa. Se o utilizar, claro, e parece que para já é essa a intenção do treinador holandês. Frente a uma equipa de razoável dimensão como esta Roma, lá estiveram os três defesas, com Paulo Assunção, Raul Meireles e Ibson nas imediações e depois quatro homens para a frente, sendo um deles Anderson.

Aliás, na frente, mais concretamente sobre a direita, estava a única novidade da noite, o marroquino Tarik. Ele e Quaresma criaram os primeiros movimentos de algum incómodo para a Roma. Seria excessivo chamar-lhe oportunidades de golo. Apenas ligeiras inquietações para Méxes e Chivu, os centrais.

Com Adriano na posição de ponta-de-lança, o F.C. Porto fez-se notado pela qualidade do jogo a meio-campo. Ibson solto e eficaz, Raul Meireles a aparecer bem, Anderson a trazer a magia necessária. Como lá atrás o sistema revelava a eficácia do último campeonato, só mesmo dois estranhos lapsos de Helton provocaram ligeiros arrepios.

O jogo estava levemente azul quando, já perto do intervalo, Quaresma retirou do bolso um dos cruzamentos que o tornam único. Méxes não conhecia o número e pressionado por Adriano bateu Curci. Logo a seguir chegou o intervalo e foi pena. É que depois do golo a Roma desuniu-se e os portistas soltaram-se. Havia mais espaço.

Só que acabou ali, até porque Adriaanse fez nove substituições no balneário.

E agora, que há para ver?

Não havia muita coisa. Quer dizer, o F.C. Porto apresentou 26 jogadores, mas continua sem oferecer ao treinador o goleador que ele quer. Talvez também por isso, o campeão apareceu em tudo semelhante ao ano passado: ganha, mas marca pouco. No fundo, a melhor novidade para os adeptos foi perceber que não há grandes novidades. Ou seja, quase tudo aparenta estar de volta ao sítio onde foi deixado antes das férias.

É verdade que o treinador suspira por um avançado. E também é verdade que o melhor portista na segunda parte foi o avançado Bruno Moraes, que corre com ganas atrás do tempo tristemente perdido. Mas ainda lhe falta alguma coisa, o que se compreende sem dificuldade.

Provavelmente os adeptos esperavam Vieirinha, mas tiveram mais Alan. E nem a estranha colocação de Diogo Valente como médio centro chegou para chamar interessante à segunda metade. O jogo foi escorrendo, à espera de um fogo de artifício que verdadeiramente não mereceu.

Até pela fragilidade do adversário, órfão dos campeões do mundo Totti, Perrotta e De Rossi, ainda não foi este o verdadeiro teste europeu às ideias de Co Adriaanse. Fica para Amesterdão?
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