Uma dos grandes pontos de interesse para o campeão nacional, esta época, é perceber como funcionará o esquema de Co Adriaanse na Europa. Se o utilizar, claro, e parece que para já é essa a intenção do treinador holandês. Frente a uma equipa de razoável dimensão como esta Roma, lá estiveram os três defesas, com Paulo Assunção, Raul Meireles e Ibson nas imediações e depois quatro homens para a frente, sendo um deles Anderson.
Aliás, na frente, mais concretamente sobre a direita, estava a única novidade da noite, o marroquino Tarik. Ele e Quaresma criaram os primeiros movimentos de algum incómodo para a Roma. Seria excessivo chamar-lhe oportunidades de golo. Apenas ligeiras inquietações para Méxes e Chivu, os centrais.
Com Adriano na posição de ponta-de-lança, o F.C. Porto fez-se notado pela qualidade do jogo a meio-campo. Ibson solto e eficaz, Raul Meireles a aparecer bem, Anderson a trazer a magia necessária. Como lá atrás o sistema revelava a eficácia do último campeonato, só mesmo dois estranhos lapsos de Helton provocaram ligeiros arrepios.
O jogo estava levemente azul quando, já perto do intervalo, Quaresma retirou do bolso um dos cruzamentos que o tornam único. Méxes não conhecia o número e pressionado por Adriano bateu Curci. Logo a seguir chegou o intervalo e foi pena. É que depois do golo a Roma desuniu-se e os portistas soltaram-se. Havia mais espaço.
Só que acabou ali, até porque Adriaanse fez nove substituições no balneário.
E agora,
que há para ver?
Não havia muita coisa. Quer dizer, o F.C. Porto apresentou 26 jogadores, mas continua sem oferecer ao treinador o goleador que ele quer. Talvez também por isso, o campeão apareceu em tudo semelhante ao ano passado: ganha, mas marca pouco. No fundo, a melhor novidade para os adeptos foi perceber que não há grandes novidades. Ou seja, quase tudo aparenta estar de volta ao sítio onde foi deixado antes das férias.
É verdade que o treinador suspira por um avançado. E também é verdade que o melhor portista na segunda parte foi o avançado Bruno Moraes, que corre com ganas atrás do tempo tristemente perdido. Mas ainda lhe falta alguma coisa, o que se compreende sem dificuldade.
Provavelmente os adeptos esperavam Vieirinha, mas tiveram mais Alan. E nem a estranha colocação de Diogo Valente como médio centro chegou para chamar interessante à segunda metade. O jogo foi escorrendo, à espera de um fogo de artifício que verdadeiramente não mereceu.
Até
pela fragilidade do adversário, órfão dos campeões do mundo Totti, Perrotta e De Rossi, ainda não foi este o verdadeiro teste
europeu às ideias de Co Adriaanse. Fica para Amesterdão?
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