Na retina de muitos estará o jogo de há precisamente um ano (15 de Outubro de 2005), com os mesmos adversários, o mesmo cenário, e o mesmo juiz. O Benfica venceu por 2-0, num desafio muito acidentado, com uma expulsão para cada lado: Bruno Alves e Léo. Aliás, o defesa brasileiro não tem boas recordações de Lucílio, dado que já esta temporada voltou a ver o árbitro mostrar-lhe o vermelho quando os encarnados empataram (1-1) em Paços de Ferreira, na quarta jornada.
O juiz de Lisboa também encontrou os portistas na presente época, na derrota sofrida em Braga (2-1), curiosamente na jornada seguinte ao episódio Léo na Mata Real. Mas Lucílio tem estado associado a outros momentos de dragões e águias.
Ficam alguns exemplos, como um Sporting-F.C. Porto, de 2001/02, em que Costinha foi expulso logo aos 37 minutos por alegada falta sobre João Vieira Pinto. Um ano depois, no mesmo estádio, os portistas reclamaram quatro penalidades não assinaladas em Alvalade, mas venceram 1-0 e na temporada seguinte o clássico ficou marcado pelo «caso da camisola rasgada», em que José Mourinho se envolveu numa confusão com Rui Jorge. Todos se recordarão do que se passou nessa altura, com intensas trocas de acusações entre os dois clubes.
2003/2004 foi, aliás, uma temporada muito intensa para Lucílio Baptista, uma vez que apitou quatro clássicos. Um F.C. Porto-Benfica (2-0), ainda nas Antas, em que Ricardo Rocha foi expulso e atirou a camisola ao chão em sinal de revolta pela injustiça disciplinar (falta inexistente sobre Deco); empate Sporting-F.C. Porto (1-1) e vitória encarnada em Alvalade (0-1). O ano terminou com a final da Taça entre Mourinho e Camacho, levada a prolongamento e com novo triunfo do Benfica, dez dias antes dos dragões se sagrarem campeões europeus. Jorge Costa foi expulso e o jogo só ficou decidido no prolongamento, com golo de Simão.
Uma última referência à presente temporada para apontar o facto de Lucílio Baptista ser o árbitro que mostra mais cartões.Comentar este artigo
