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F.C. Portonotícia
10 da secção "F.C. Porto"
2006-12-11 23:45h

Nacional-F.C. Porto, 1-2 (crónica)

Foi um Lucho manter esta tradiçãoPor João Manuel Fernandes
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O Porto continua sem perder na Choupana. E hoje, sofreu a bom sofrer. Foi só nos minutos finais que conseguiu manter a sua invencibilidade. O Nacional, durante a primeira parte, foi bastante atrevido e eficaz. Não rematou muito, mas marcou um belo golo. Depois, arregaçou as mangas e defendeu bem.

Só que Brito não contava que o «motor» Chainho gripasse. E aos 69 minutos o médio saiu lesionado e os madeirenses afundaram, encostando-se à sua baliza. Bruno Moraes empatou e Lucho acabou com a resistência alvinegra a escassos dois minutos do final. Foi inglório para os locais, até porque, o segundo golo fica na retina uma possível mão de Quaresma para levar a bola. Mas os pupilos de Jesualdo Ferreira nunca perderam o norte e acreditaram que até ao laver dos cestos é vindima. Acabaram por ser premiados e deram uma bela prenda de Natal ao seu «profe», que nunca tinha vencido na Choupana.

O Nacional surgiu num 4x3x3 e sem grande receio do líder da Liga. A ordem era tapar todos os caminhos para a sua baliza e durante os primeiros 45 minutos, os homens de Carlos Brito cumpriram na perfeição o rigor táctico imposto pelo seu técnico. Só Quaresma dava um ar da sua graça, moendo a cabeça a Patacas. Mas só de livres é que os dragões colocaram Benaglio à prova.

Até que, num bom lance de contra-ataque, Juliano fintou bem Pepe e assistiu na perfeição Zé Vítor que de primeira bateu Helton. Foi a explosão de alegria alvinegra. E justa, pela eficácia e raça colocado no relvado.

Saída de Chainho faz desmoronar o castelo

Mas o intervalo foi bom conselheiro para a turma nortenha. Jesualdo Ferreira lançou Bruno Moraes e apostou forte na procura do golo. Depois, com um trunfo inesperado. É que o médio Chainho que tinha liderado de forma irrepreensivel a sua equipa saiu lesionado aos 69 minutos. Dai em diante, a história mudou. Os madeirenses recuaram, recuaram e acabaram por sofrer a igualdade aos 74 minutos, por Bruno Moraes. E face ao que se via, era fácil adivinhar que o Porto estaria mais perto da vitória, do que o Nacional conseguir segurar a igualdade ou chegar ao triunfo.

Os dragões foram crescendo e claro, quem poderia ser, Quaresma voltou a desequilibrar, fazendo um passe para Lucho que atirou uma «bomba» que só parou no fundo da balzia de Benaglio. Foi o balde de água fria. E não houve tempo para qualquer reacção.Comentar este artigo

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