Ao final da tarde, o presidente do C.J. foi desautorizado, abandonou o local e deu por encerrada a sessão. A partir daí, a reunião terá ficado ferida de legalidade.
Gonçalves Pereira, presidente do Conselho de Justiça, analisou um pedido de escusa apresentado por F.C. Porto e Boavista, alegando incompatibilidade do vogal João José Carrajola Abreu, um dos sete membros do órgão. João Abreu é perito da F.P.F. e, como tal, não poderia desempenhar simultaneamente as funções de juiz.
No início do mês, o Diário de Notícias revelou que João Abreu (indicado pela Associação de Futebol de Setúbal) teria um projecto de acórdão a validar o recurso às escutas para a tomada de posições no processo Apito Final. Após analisar o pedido de escusa por incompatibilidade, o presidente do C. J. deu provimento e ordenou que João Abreu abandonasse a reunião.
Este último recusou sair da sala, motivando Gonçalves Pereira a dar por encerrada a sessão, à luz dos regulamentos. O líder do órgão, desautorizado, levantou-se e deixou o edifício da Federação Portuguesa de Futebol. Os restantes elementos saíram para jantar e regressaram ao local às 23 horas, depois de terem analisado outros casos desde as 16 horas.
A este propósito, refira-se por outro lado que o Paços de Ferreira, parte interessada no processo pois em causa está a permanência (ou não) no principal escalão, pediu esta sexta-feira a escusa de Gonçalves Pereira, invocando receio de «falta de isenção», uma vez que este é vereador da Câmara Municipal de Gondomar.
Importa ainda salientar que os campeonatos profissionais não podem ser homologados enquanto não surgirem estas decisões. O Maisfutebol ainda está na sede da Federação Portuguesa de Futebol para lhe contar tudo sobre o caso.Comentar este artigo
