«Não estivemos bem nos primeiros 45 minutos. Complicámos muito por duas vezes, quando deixámos que chegasse à vantagem e quando chegámos à igualdade. Falámos de pormenores e, em dois pormenores, houve dois golos, num período em que não jogámos bem. Entrámos ansiosos. Não estava um jogo difícil, mas nós complicámos. Assistimos a uma segunda parte melhor, a uma equipa mais pressionante e mais exposta. Se calhar, durante os 90 minutos o F.C. Porto não teve mais oportunidades nem domínio, mas a verdade é que não gerimos mentalmente o jogo, principalmente nos primeiros 45 minutos. A reacção na segunda parte foi melhor, mas o Sporting encontrou do outro lado uma equipa de qualidade. Não se pode pôr em causa o resultado quando do outro lado está uma equipa boa e eficaz.
[Sente a sua posição fragilizada?]
Não. Sinto insatisfação, mas não fragilidade, por perder a liderança
e dois jogos contra adversários directos. A insatisfação é normal. Já passei por momento difíceis como jogador e treinador.
Quem anda no futebol tem de saber aguentar as críticas.
Jesualdo Ferreira, treinador do F.C. Porto, após o clássico
em Alvalade:
«Disse que vínhamos a jogo e viemos. Disse que podiam acreditar, acho que não acreditaram, mas nós
acreditámos. Na primeira parte tivemos um grande Porto e na segunda tivemos uma equipa solidária. As grandes oportunidades
foram nossas. Fica uma palavra para o Nuno [Espírito Santo]. Provou ser um grande jogador.
Na segunda parte baixámos um pouco. Podíamos ter feito mais golos, mas fica uma palavra de carinho e muito respeito pelos meus profissionais. Vir aqui e ganhar com clareza a uma equipa a quem não ganhámos aqui nas últimas duas épocas. Para os meus jogadores vão os meus parabéns.
Um abraço para a massa associativa que pode constatar que, com tempo e paciência, podemos fazer outra vez uma grande equipa.
[Sobre a possível continuidade de Nuno Espírito Santo na baliza]
O Nuno respondeu muito bem num jogo
difícil. Amanhã vamos descansar e depois há mais futebol.»
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