Tentou surpreender Jesualdo com a aposta em Urreta?
«A ideia não era surpreender. A entrada do Urreta
foi precisamente para não alterar muito as ideias que a equipa tinha. Saiu o Di [Maria] e entrou outro jogador com as características
do Di, com a sua personalidade, mas com as mesmas características. Também saiu o Aimar e entrou o Carlos [Martins], outro
jogador com as mesmas características. A ideia era não alterar muito o que a equipa tinha vindo a fazer».
Foi uma
aposta ganha?
«Tínhamos a confiança que queríamos ganhar este jogo, como os outros jogos. Entramos para um jogo,
seja contra que adversário for, a acreditar mais no que podemos fazer do que no adversário pode fazer. Na primeira parte,
enquanto o relvado o permitiu, o Benfica foi muito forte, surpreendemos o F.C. Porto e marcámos um golo. Enquanto pudemos
jogar com capacidade técnica melhor e com mais qualidade, fomos superiores. Nesse período, conseguimos não só sermos melhor
tecnicamente, como tivemos o mérito de o F.C. Porto não aparecer nos primeiros 45 minutos. Soubemos travar as fases de construção
que a equipa do Porto tem. Trabalhamos isso durante a semana para que isso batesse certo».
Que opinião tem do lance
da mão de Rodríguez na área?
«Não tive dúvidas nenhumas. Não é daqueles lances em que a bola vai à mão, foi mão
na bola nítida. Foi numa fase do jogo em que o Porto arriscava mais, tinha muitos jogadores no sector ofensivo e obrigou-nos
a jogar mais baixo. A segunda parte não teve qualidade técnica, mas soubemos gerir o jogo».
O Benfica em vantagem,
jogou com o resultado?
«O Benfica tirou partido de ter marcado primeiro. Soubemos jogar com a vantagem do resultado.
Soubemos mexer no jogo e é mais fácil mexer no jogo quando se está a ganhar. Houve ali um período em que, com a entrada de
jogadores do Porto, tivemos dificuldades, mas com a entrada do Weldon e do Luís Filipe tudo se alterou. O jogo passou a ser
dividido e continuámos a controlar a vantagem e a jogar com essa vantagem».
O F.C. Porto esteve abaixo do que é
habitual?
«Foi o Benfica que obrigou a isso. O Porto nunca conseguiu sair a jogar. Nós dividimos o campo em três
zonas: a preparação, a construção e a decisão. Sabíamos como é que o Porto se movimentava nessas duas primeiras zonas. Conseguimos
travar o Porto na primeira fase da saída. Depois tivemos a sorte de marcar primeiro e foi mais fácil saber comandar o jogo».
Jesualdo desvalorizou a diferença de quatro pontos
«Quatro pontos de vantagem é significativo, mas não
tem, neste momento, grande importância, só nos deixa mais tranquilos em relação ao começo da segunda volta. Estes quatro pontos
para nós foi uma recuperação, pois já estivemos a cinco do Porto. O Porto está na luta pelo título, o Braga a mesma coisa.
Neste momento estão três equipas a disputar o título, com vantagem para o Braga e para o Benfica, que têm mais quatro pontos.
Mas isso não determina nada».
Ficou satisfeito com a actuação de Urreta?
O Urreta e o Luís Filipe ainda
não tinham jogado um minuto de campeonato, mas estiveram bem, tendo em conta a responsabilidade do jogo. O Urreta não sonhava
tão pouco que ia jogar, só soube que ia jogar hoje de manhã. A equipa tem uma cultura táctica e jogando A ou B, todos sabem
o que fazer».
A finalizar a conferência, Jorge Jesus dedicou a vitória Walter Marques, presidente do Conselho Fiscal do Benfica que está hospitalizado.Comentar este artigo

