Depois de vários meses de «namoro», o F.C. Porto conseguiu garantir Kléber, a troco de 5,5 milhões de euros, mais Ernesto Farías. Enquanto Hulk não se livra de uma suspensão, os «dragões» avançam para o «Gladiador», um jogador que deve a sua alcunha à fama de não dar descanso aos defesas.
Kleber Giacomazzi de Souza Freitas nasceu em Osasco, São Paulo, a 12 de Agosto de 1983. Aos 6 anos entrou para a equipa de futebol do bairro do Seno, onde cresceu, e foi com essa camisola que encantou um treinador do São Paulo, aos 10 anos. Paulo Nani foi o responsável pela «contratação». «Foi sempre um jogador muito audaz. Enfrentava rapazes mais fortes, mas sempre se mostrou muito corajoso, para além de ter boa técnica. Procurava sempre o golo, arrancava sempre em direcção à baliza», disse o antigo técnico da formação do São Paulo, contactado pelo Maisfutebol.
Paulo Nani não esquece os anos em que trabalhou com o novo reforço do F.C. Porto, até por que Kléber tinha um companheiro chamado Ricardo Izecson dos Santos Leite, vulgo Kaká. «Os dois entendiam-se na perfeição, mas cada um teve o seu destino. O Kaká sempre foi acima da média», lembra o técnico.
Um reforço à imagem de Lisandro
O F.C. Porto terá visto em Kléber um digno sucessor de Lisandro Lopez. Essa é a ideia que fica, ao ouvir Paulo Nani descrever o antigo avançado do Cruzeiro. «Vai ser muito útil ao F.C. Porto, pois para além de ser um grande finalizador, faz a primeira linha de defesa. Para ele não há lances perdidos», explica o técnico.
A atitude guerreira de Kléber já lhe valeu, contudo, alguns problemas. O avançado sofreu com a dureza dos defesas, e nem sempre soube reagir, mas o tempo terá sido bom conselheiro. «A única maneira de o parar era fazer falta, irritá-lo ou até agredi-lo, muitas vezes sem bola», começa por dizer Nani. «O temperamento dele melhorou muito, amadureceu bastante», acrescenta, para garantir que o jogador já lida melhor com as provocações.
Formado no São Paulo, Kléber foi vendido para o Dínamo de Kiev em 2004, já depois de ter sido campeão do mundo de sub-20, com o Brasil (2003). Na Ucrânia conquistou dois campeonatos e três taças. Em 2008 regressou ao Brasil, cedido ao Palmeiras, mas um ano depois foi o Cruzeiro quem o contratou ao Dínamo de Kiev.
Em Setembro de 2009 esteve envolvido numa polémica, ao participar numa festa da claque do Palmeiras, quando já representava o Cruzeiro. Foi depois operado à púbis, pelo que a reconciliação com os adeptos do Cruzeiro ficou adiada para Dezembro, quando marcou o golo que valeu a qualificação para a Taça Libertadores.
Em 2010 já tinha festejado três golos no Campeonato Mineiro, mas o ciclo termina com a transferência. Ao Dragão chega com 84 golos apontados na carreira profissional.