Entretida a primeira parte. É o que se pode dizer dos primeiros 45 minutos do Marítimo- FC Porto, nos quais a equipa da Madeira mandou no jogo. Os portistas surgiram algo apáticos, dando muito espaço aos locais e procurando apenas um erro. E isso custou caro. É que os pupilos de Van der Gaag deram um «banho de bola e de humildade» à formação de Jesualdo Ferreira.
Foram sempre os verde-rubros a estar mais perto da baliza adversária, muito pelas acções de Alonso, Baba, Marcinho e Manú que foram complicando, e muito, a vida a uma defesa nortenha algo insegura e lenta. Importante também o capitão Bruno, que foi pautando o jogo da equipa ao seu ritmo. E bem diga-se. Ao minuto 22, após um cruzamento de Alonso, Djalma cabeceia com muito perigo mas por cima. Dando expressão à maior posse de bola e ao futebol desenvolvido, os maritimistas chegaram ao golo aos 29 minutos. Com algum felicidade é certo, pois o cruzamento de Alonso desviou em Rolando e enganou Helton.
Baba baralha defesa portista
Após o golo, os dragões tornaram-se um pouco mais atrevidos e após roubar a bola a João Guilherme, Hulk foi egoísta e perdeu uma boa situação com colegas em melhor posição de causar problemas. Mas os homens de Gaag não se intimidaram. E Baba por duas vezes esteve perto de bater Helton com dois excelentes cabeceamentos mas que saíram ligeiramente por cima.
Tempo de intervalo e Jesualdo Ferreira bem suspirou por tal, pois teria muita coisa para corrigir na sua equipa. O técnico mexeu no conjunto ao intervalo e lançou Mariano no lugar do apagado Guarin.
A reacção do FC Porto tardou em surgir. Os primeiros quinze minutos do segundo tempo não trouxeram nada de novo. Os actuais campeões não se aproximaram mais da baliza de Peçanha que tinha uma noite tranquila. O líder dos dragões lançou então Farías, reforçando o ataque, passando a meter dois homens entre os centrais do Marítimo.
No entanto, só de livre aos 69 minutos, por Bruno Alves é que os nortenhos ameaçaram a baliza verde-rubra. Muito pouco para quem estava em desvantagem. A toada da partida estava mais morna que na primeira parte. O Porto começa a tentar pressionar e a subir no relvado mas sem efeitos práticos. E foi até Marcinho que de longe tentou a sua sorte aos 78 minutos e com algum perigo.
Falcao desperdiça
No melhor lance que o Porto conseguiu, ao minuto 80, Falcao viu Peçanha negar-lhe o golo com uma excelente defesa. No lance seguinte, o mesmo Peçanha desviou para canto um remate de Raul Meireles. Os portistas acordaram finalmente. Mas abriam mais espaços e Baba, ao 83, viu Helton defender para canto um remate seu sobre alinha de fundo.
O Porto tentava a todo custo chegar ao empate mas sem grande imaginação e disso sabia tirar proveito a defesa local que chegava e sobrava para as acções ofensivas dos portistas. Afinal, sete anos depois, o FC Porto voltava a perder no «caldeirão». E recuando ainda mais no tempo, 10 anos depois, de novo a 8 de Novembro, os verde-rubros voltam a vencer os dragões. Gaag continua sem perder na Liga.Comentar este artigo

