O técnico escocês escolheu um grupo onde incluiu Stam. Ferguson admitiu que o seu maior erro foi ter deixado o holandês sair. Para além disso, Giggs jogaria sempre na sua equipa: «Dois guarda-redes - Schmeichel e [Edwin] van der Sar, ambos guardiões de topo. Laterais: Denis Irwin, Gary Neville, Evra e estes rapazes Da Silva, que são fantásticos. Centrais teria de dizer [Jaap] Stam, [Steve] Bruce, [Rio] Ferdinand e [Gary] Pallister. Para o meio-campo... Pergunto-me quais os jogadores que não poderia deixar de fora. Bryan Robson, por certo. Roy Keane. Scholes. Giggs - nunca, mas mesmo nunca o deixaria de fora, se fosse jogar com a minha melhor equipa.»

No ataque surgiram algumas dificuldades na hora de escolher, apesar de Ferguson ter algumas certezas inabaláveis: «Ronaldo e Cantona são daqueles jogadores que nunca se deixam de fora. Teria Beckham a bater à porta. Avançados, por onde começo? [Ruud] van Nistelrooy, [Andrew] Cole, [Dwight] Yorke, Solskjaer, Sheringham. Quanto a Rooney, se o deixasse de fora, teria de fazê-lo por email ou nunca mais deixaria de ouvir falar sobre isso. Deus, quando analisamos as coisas deste modo, fui abençoado com excelentes jogadores.»

Ferguson pensa continuar por mais um ou dois anos

Se tivesse de eleger outros treinadores, as escolhas de Ferguson recairiam sobre Arsène Wenger, David Moyes e Martin O¿Neill, deixando Mourinho e Benítez de fora.

Ferguson falou ainda do seu futuro no ManUtd. O treinador não pretende reformar-se num futuro próximo, deixando a ideia de que isso poderá acontecer daqui a um ou dois anos: «Vamos ver. Tenho 67 anos. A minha saúde está boa. Ainda tenho vontade e energia. Estou aqui há mais de 22 anos, mas ainda sinto entusiasmo ao chegar ao campo de treinos.»

Quem poderá sucedê-lo? «Ainda não me fui embora», apontou Ferguson, acrescentando que poderá continuar em Manchester, mesmo depois de retirar-se: «O United é um clube de família e sei que vão querer que continue envolvido como embaixador ou algo assim.»