A empresa anunciou, no final de agosto, deter 80 por cento do passe de Ola John, recrutado pelo Benfica neste defeso. A transferência terá sido concretizada por valores a rondar os oito milhões de euros, valores esses que nunca foram confirmados.

«A Doyen informa que concluiu um acordo com o mundialmente famoso clube Português, S.L. Benfica. Doyen é agora proprietária de 80% dos direitos económicos do jovem talento Holandês Ola John», divulgou o fundo, na altura.

A Doyen Sports tem ainda 75 por cento do passe de Marcos Rojo e 35 por cento do passe de Labyad. Godinho Lopes, presidente do Sporting, confirmou a informação nesta quarta-feira.

«O Sporting tem 25 por cento, é verdade. Se a transferência se fez por quatro milhões de euros e o Sporting tem 25 por cento, quer dizer que o Sporting pagou um milhão de euros. São essas as contas», frisou o dirigente.

Entrou na órbita do F.C. Porto em dezembro

Já em dezembro de 2011, a Doyen Sports tinha entrado na órbita dos clubes portugueses ao comprar parte dos passes de Defour e Mangala ao F.C. Porto.

«A Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD (...) vem informar o mercado que alienou, à Doyen Sports Investments Limited, em regime de associação económica, as seguintes partes dos direitos económicos de dois atletas contratados no início da época: 33,33% dos direitos económicos do jogador Mangala por 2.647.059€; 33,33% dos direitos económicos do jogador Defour por 2.352.941€», anunciaram os dragões na altura, acrescentando: «Adicionalmente, esta sociedade atribuiu 10% da receita líquida de uma eventual transferência à sociedade Robi Plus, pelo que passa a deter 56,67% dos direitos económicos de cada um destes jogadores.»

O fundo de investimento sediado em Malta tem divulgado todas as informações no seu site oficial (www.doyensports.com). Contudo, escasseiam os contactos e as informações sobre a proveniência dos montantes e as pessoas envolvidas na empresa.

Patrocínio a clubes espanhóis

A Doyen Sports (parte do Doyen Group) centra agora as atenções dos adeptos portugueses. Contudo, na época passada, já tinha dado que falar em Espanha.

A companhia garantiu acordos de patrocício com clubes como Atlético de Madrid, Getafe e Sporting de Gijón. A imprensa do país vizinho quis saber mais sobre o tema e, em novembro de 2011, a Doyen Sports emitiu um comunicado. Pouco esclarecedor. Entretanto, já em setembro de 2012, o Doyen Sports passou a patrocinar o Sevilha.

«O Doyen Group, com sede em Londres, é uma holding de firmas e fundos de investimento em mercados desenvolvidos ou em desenvolvimento. As atividades do grupo passam pelos recursos naturais, energia, imobiliária, entertenimento e desporto, usando para cada setor veículos registados e que obedecem a todas as leis nacionais e internacionais», referia a nota.

Este documento foi assinado por Claudio Tonolla, apresentado como diretor. Segundo o El País, Tonolla é um dos gestores da Credence Corporate and Advisory Services, empresa com moradas em Malta e Milão e especializada, entre outros assuntos, nos jogos online e em fundos de investimento.

O Doyen Group garantiu ainda não ter ligações oficiais com empresários FIFA, embora surjam vários relatos de intermediações destes em negócios realizados pela companhia nos últimos meses.

Curiosamente, o nome do português Jorge Mendes já foi associado a este fundo de investimento. «É um fundo britânico, gerido por empresários portugueses, que é uma cisão de um grupo que trabalhava com Jorge Mendes», disse Ángel Torres, presidente do Getafe, em outubro de 2011. Contudo, não foi possível confirmar esta informação.