O Benfica contabiliza 31 golos em 10 jornadas da Liga 2009/10. A formação orientada por Jorge Jesus apresenta um registo atacante assinalável, sem paralelo nos campeonatos europeus. Contudo, em Campo Maior, a formação local congratula-se com uma marca superior: 32 golos em 7 jogos da Série A da I Divisão da Associação de Futebol de Portalegre.
Contas feitas, o Campomaiorense é o melhor ataque do futebol português. «Nós somos melhores que o Benfica», atira Nuno Travassos, vice-presidente do clube, em tom de brincadeira. No final da entrevista ao Maisfutebol, o mesmo sentido de humor, sem intenção de provocar o clube encarnados: «Nós é que somos o melhor ataque da Europa!»
«A época está a correr muito bem, vencemos os sete jogos e temos uma equipa muito competitiva. Não fizemos a equipa para a subida, até porque não temos jogadores profissionais, mas agora vamos lutar para sermos campeões. Depois, será a direcção a decidir se subimos ou não», explica o dirigente. Isto porque João Manuel Nabeiro, presidente e homem forte da Delta Cafés, já disse que não quer sair dos distritais.
Em Campo Maior, não há salários nem prémios de jogo. Acabou-se o tempo das vacas gordas. Os golos e as vitórias valem apenas uma jantarada. «Aqui joga-se por amor à camisola. Temos condições profissionais, mas fizemos um projecto para o amadorismo. Se formos campeões, de certeza que o presidente irá reflectir, veremos se subimos ou não», conclui Nuno Travassos.
Goleador-vendedor de 34 anos
Jorginho é o principal goleador do Campomaiorense. Aos 34, o avançado regressou ao activo e apontou 8 dos 32 golos dos galgos. Isto após três épocas de divórcio com o futebol. O amor ao desporto e à terra falou mais alto. «Parei de jogar aos 30, desiludido com o futebol. Estava a trabalhar na Delta Cafés, em Setúbal, mas surgiu a possibilidade de voltar a Campo Maior. Trabalho como vendedor na Opel e na Chevrolet. Estando aqui, lá me convenceram a jogar. Não consegui dizer que não», explica.
Em conversa com o Maisfutebol, Jorginho recorda a fama proporcionada pelos grandes palcos, os jogos na primeira divisão com o Campomaiorense e a Académica. Aos poucos, tudo se esfumou: «Lesionei-me, fui operado, depois fui para Viseu, para a II Divisão B. Aí fartei-me. Andar sempre com os filhos e a mulher de um lado para o outro, não é vida. Decidi apostar numa profissão mais estável.»
«Estive três anos parado mas fiz sempre desporto. Continuo sequinho, sem gordura e rápido. Quer dizer, rápido para os meus 34 anos. Fiz cinco golos num jogo e tive de parar, senão marcava mais. A equipa é nova, tem muita qualidade e temos condições de profissionais. No que depender dos jogadores, é para subir. Depois depende da direcção. O futebol para mim já só é um hobby», atira o avançado, afastando as comparações com o Benfica: «A qualidade aqui não é tão grande, é mais difícil para o Benfica marcar esses 31 golos, na Liga principal. Mas também é verdade que podíamos ter marcado muitos mais, até ao momento.»Comentar este artigo

Último comentário
Explicação
Calma meus amigos,que eu não tenho nada contra o Campomaiorense,e se digo que a noticia é sencionalista,isto apesar de não ser jornalista como alguem que ja aqui vi a comentar não é propriamente pelo sujeito da noticia,mas pelo facto de envolverem o nome do Benfica para falar de algo que é um feito de um outro clube,ou seja se querem falar do Campomeiorense por mim tudo bem,mas não misturem alhos com bugalhos.
Mas enfim eu como não sou jornalista as tantas sou menos inteligente do que aqueles que o são e estou a confundir tudo.